Celesc - Centrais Elétricas de Santa Catarina SA
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SDSC - Sistema Digital de Supervisão e Controle

Sistema Supervisor

O SDSC (Sistema Digital de Supervisão e Controle) divide operacionalmente a CELESC em 3 Áreas:
Área Sudeste, Área Norte e Área Oeste.

  • A Área Sudeste compreende as regiões Florianópolis, Sul e Extremo Sul. É controlada pelo COA-S (Centro de Operação de Área – Sudeste), localizado em Florianópolis, junto ao COS (Centro de Operação do Sistema), no edifício sede da empresa.
  • A Área Norte compreende as regiões Norte e Vale do Itajaí. É controlada pelo COA-N (Centro de Operação de Área – Norte), localizado em Blumenau.
  • A Área Oeste compreende as regiões Planalto, Meio-Oeste e Extremo Oeste. É controlada pelo COA-O (Centro de Operação de Área – Oeste), localizado em Chapecó.

O COS tem como principal função supervisionar o sistema elétrico como um todo, além de comunicar-se com o computador central da CELESC, por onde acontece a transferência de informações referentes ao sistema elétrico, e com o COSR-S do ONS, para receber dados de suas SEs (Subestações) e do sistema interligado de interesse da operação do sistema elétrico da CELESC. Junto ao SDSC, o fornecimento inclui um sistema piloto para o COD (Centro de Operação da Distribuição) de Joinville, destinado a controlar os alimentadores das SEs da região. A implantação do SDSC contempla 53 SEs, num total aproximado de 10.000 pontos supervisionados e/ou controlados à distância.

Principais funções do SDSC

  • Aquisição de dados, em tempo real, dos diversos dispositivos e proteções das SEs

As UTRs (Unidades Terminais Remotas) coletam informações provenientes dos dispositivos das SEs e as envia, em tempo real, aos Centros de Operação, para serem processadas.

  • Controle supervisório

O S.P.I.D.E.R. realiza o controle supervisório através das funções de telessinalização, telemedição e telecomando. Todos os estados e medições recebidos das SEs são armazenados num banco de dados, em tempo real, e exteriorizados em representações unifilares nos monitores de vídeo das estações de operação e na tela do sistema de retroprojeção. Alarme e relatórios de eventos fazem parte da interface homem/máquina das estações de operação.

  • Telessinalização e Telemedição

Os pontos telessinalizados referentes aos estados dos equipamentos são obtidos durante a aquisição de dados, em tempo real, através dos cartões de entradas digitais. Limites operativos podem ser associados a grandezas analógicas, de forma a gerar um alarme toda vez que estes limites forem atingidos.

  • Telecomando

Os telecomandos são executados a partir de janelas do tipo "pop-up" disponíveis na interface homem/máquina da estação de operação. A operação será feita de forma amigável, utilizando apenas o "mouse" para a seleção do dispositivo e execução do telecomando. Ao selecionar o dispositivo, uma janela de comando é aberta, trazendo um menu de opções. Uma nova seleção, desta vez no menu de opções, faz o envio do comando para a UTR, que vai executar o telecomando através do cartão de saídas digitais. Procedimentos de "check before operation" são realizados para cada envio de comando.

  • Comunicação com sistemas externos

A comunicação com sistemas externos é realizada através das Estações de Conversão de Protocolo.

  • Suporte para o desenvolvimento de "software" em tempo real

Programas específicos da CELESC podem ser desenvolvidos em linguagem de alto nível (Fortran ou C), seja "off-line", utilizando seus formatos próprios de entrada e saída, ou "on-line", acessando o Avanti Database.

  • Manutenção de Base de Dados

Toda a utilização de dados é feita através da manutenção da Base de Dados. Isto inclui tanto os dados primários, tais como os coletados do processo (telessinalizados, telemedidos e telecomandados), os passivos (atualizados manualmente) e os relativos à configuração da rede elétrica, quanto os dados secundários, tais como as figuras do processo, os relatórios e os cálculos. O ambiente de manutenção do S.P.I.D.E.R. fornece suporte para o desenvolvimento e a manutenção dos "softwares" do sistema.


Composição do Sistema

O sistema implantado pela ABB pertence à família S.P.I.D.E.R., sendo utilizado mundialmente em aplicações do tipo SCADA. A estrutura é composta de diversos níveis, compreendendo desde UTRs até o COS. Os diversos níveis da estrutura comunicam-se entre si através de protocolos, que seguem o modelo das camadas OSI/ISO (comunicação entre os centros) e a norma IEC 870.5 (comunicação dos centros com as UTRs).

O sistema oferece também a possibilidade de comunicação com redes dos outros centros, operando em configuração dual ("on-line" e "hot-stand-by"), de forma a prover alta confiabilidade e disponibilidade.

O "hardware" dos Centros de Operação é desenvolvido sobre uma arquitetura distribuída com diversos módulos interligados em uma rede local (LAN), de acordo com a especificação IEEE 802.3. As estações são do tipo RISC de última geração, da Digital Equipment Corporation, conectadas por uma rede Ethernet – TCP/IP redundante.

Compõem, também, a arquitetura dos centros, servidores para comunicação com os terminais remotos e impressão local, estação de conversão de protocolo, Sistema de Retroprojeção, e Sistema Padrão de Tempo e Registro de Freqüência.

O Sistema Operacional, executado nas diversas estações de trabalho, é o DEC UNIX. Neste ambiente são executados todos os programas aplicativos. O DEC UNIX é utilizado mundialmente nas aplicações do tipo multi-usuário/multi-tarefa.

 
 
 
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