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27.04.19

Reforma tributária pode aliviar tarifa de energia elétrica

Em reunião da Câmara de Assuntos de Energia da FIESC, presidente da Celesc, Cleicio Poleto Martins, defendeu revisão de encargos e tributos relacionados à composição tarifária praticada pelo setor

 

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 Foto Filipe Scotti                                         

Florianópolis, 26.4.2019 – Em encontro realizado nesta sexta-feira (26), em Florianópolis, pela Câmara de Assuntos de Energia da FIESC, o diretor-presidente da Celesc, Cleicio Poleto Martins defendeu a revisão de encargos e tributos para reduzir a tarifa de energia elétrica no Estado. De acordo com ele, até 45% da tarifa é composta por impostos e, portanto, não gerenciáveis pela companhia que possui mais de 2,9 milhões de consumidores. 

 “A composição tarifária vem sendo discutida constantemente. Na tarifa aplicada pela Celesc, 13,6% são custos de distribuição, ou seja, gerenciados diretamente por nós, e 40% a 45% vêm de encargos e tributos. A Celesc só pode influenciar para que esses impostos sejam revistos por meio da reforma tributária”, afirmou. Cleicio informou ainda que a companhia deve investir R$ 1 bilhão em SC este ano com a instalação de sistemas elétricos de alta tensão, programas e pesquisas de inovação. 

O diretor-presidente da SCGás, Willian Lehmkuhl, atualizou as informações sobre a chamada pública que a companhia promove para compra de gás em conjunto com o Mato Grosso do Sul, São Paulo, Rio Grande do Sul e Paraná. “Ao fazer isso em conjunto, a gente ganha em escala e em volume para se tornar atrativo para os grandes supridores de gás. Conseguimos nessa primeira chamada pública 12 propostas de suprimento para SC e, dessas, a gente espera conseguir o melhor resultado, especialmente para o industrial que consome 80% de tudo o que é fornecido aqui”, ressaltou. Até o final do ano, as propostas passam por negociação para que em março de 2020 os novos supridores já estejam atuando em SC. 

“Estamos vivendo um momento importante que é a renovação dos contratos de fornecimento de gás e precisamos estar atentos. A grande maioria das indústrias não tem alternativa e são tecnologicamente preparadas e cativas para o gás natural. Estamos aguardando o resultado dessa chamada pública e vamos ter que nos adequar a isso”, frisou o presidente da Câmara, Otmar Muller. 

Os participantes também foram informados sobre assuntos legislativos de interesse do setor.  

 

Por Assessoria de Imprensa da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina