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29.03.19

EBITDA alcança R$ 610 milhões com crescimento de 16,7% em 2018

Resultado reflete aumento do mercado e redução de custos com maior eficiência operacional

Florianópolis, 29 de março de 2018 – O crescimento do mercado e a evolução dos indicadores econômicos, financeiros e operacionais da Celesc foram os principais fatores do resultado positivo da Companhia em 2018.

No ano, foram distribuídos 24.449GWh de energia elétrica, 2,7% a mais que em 2017.A alta do consumo no período foi puxada pelo desempenho da classe residencial (variação de 2,5% em relação aos doze meses do ano passado) e do suprimento a outras concessionárias (3,8% maior que em 2017). Com o crescimento das vendas e os efeitos do reajuste tarifário a partir do mês de agosto, a Receita Operacional Líquida do Grupo Celesc somou R$7,7bilhões, volume 8,3% maior que o registrado em 2017 (R$7,1bilhões). Do total, R$7,5 bilhões são provenientes da subsidiária de distribuição. A Celesc Geração participa com o volume de R$160,5 milhões.

Na contrapartida, os custos e despesas operacionais do Grupo somaram, no ano, R$7,2bilhões, com variação de 7,5% em relação ao ano de 2017 (R$6,8bilhões). Tal desempenho se deve, principalmente, ao aumento dos custos não gerenciáveis (compra de energia, por exemplo), que somaram, no período, R$5,6bilhões e sofreram aumento de 12,4% em relação ao registrado no ano anterior (R$5bilhões).

A boa notícia fica por conta da redução dos custos referentes às despesas operacionais gerenciáveis, resultado de um amplo programa de eficiência operacional e da adoção do orçamento base zero. Em 2018, os custos com pessoal, materiais e serviços, sofreram redução de R$88,3milhões em relação a 2017.

A redução das despesas associada ao crescimento da receita operacional das empresas do Grupo, incluindo o resultado proveniente das participações em transmissão, geração e distribuição de gás natural, contribuiu para a evolução de 16,7% no EBITDA Consolidado de 2018, alcançando volume de R$610,6milhões. O EBITDA representa a geração de caixa com as atividades operacionais antes dos impostos, juros, depreciação e amortização e havia sido de R$523,2 milhões em 2017.

No resultado final, o Grupo Celesc apresentou, no ano, Lucro Líquido de R$165milhões contra R$66,5milhões em 2017, registrando crescimento de 148,2% no seu desempenho econômico.

A CELESC EM 2018

Investimentos - No ano, para garantir um melhor desempenho do sistema elétrico na sua área de concessão, a Celesc investiu R$ 487milhões, 2,9% a mais que em 2017 (R$ 473,2 milhões) na expansão, melhoria e automação das redes de alta, média e baixa tensão. No sistema de alta, destaque para a recapacitação da Linha de distribuição entre as subestações Desterro e Trindade, garantindo o atendimento adequado ao crescimento vegetativo da Ilha de Santa Catarina; a construção de Linha entre as subestações Foz do Chapecó e Chapecó II, na região Oeste, criando nova interligação do sistema Celesc com a rede básica; e obras de renovação nas subestações Pinhalzinho, Concórdia e Joinville IV, além da ampliação e melhoria de outras dez subestações: Tijucas, Jaraguá do Sul Rio da Luz, Araquari, Corupá, Faxinal dos Guedes, Chapecó II, Concórdia São Cristovão, Herval D´Oeste, Ermo e Sangão.

No ano, destaque, ainda, para investimentos no Programa de Automação do sistema elétrico. A automação, realizada por meio de religadores telecontrolados, permite, remotamente, redistribuir a carga entre alimentadores, agilizando as recomposições, reduzindo o número de consumidores afetados por desligamentos emergenciais e melhorando significativamente a qualidade do serviço. Em 2018, foram incluídos no sistema de supervisão e controle 166 novos religadores trifásicos, totalizando 1.266 em operação até o final do ano.

Para os próximos meses novas aquisições de religadores trifásicos e monofásicos estão planejadas e a grande novidade para 2019 será o maior aporte de recursos a ser destinado à transformação de redes trifásicas em monofásicas e para instalação de cabos protegidos, por meio do Programa Rural. Esses investimentos, agora em grande escala, vão oferecer muito mais segurança e qualidade à infraestrutura de energia elétrica para suporte ao crescimento do agronegócio em todo o estado e os cabos protegidos beneficiarão, especialmente, as regiões de Rio do Sul e Mafra, onde estão concentrados os maiores problemas relativos a ocorrências provocadas por árvores na rede.

Os investimentos no sistema elétrico visam à qualidade do serviço sempre de forma contínua. Em 2018, eles garantiram que o índice de Duração Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora – DEC da Celesc D fosse de 10,67 horas, número 13,46% melhor que o verificado em 2017. Enquanto isso, o índice de Freqüência Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora – FEC apresentou melhora de 12,21%, representando número médio de 7,33 interrupções por unidade consumidora durante o ano. 

Mais Geração - No ano, na área de geração o destaque ficou por conta do lançamento do processo licitatório para ampliação da Usina Celso Ramos, localizada no município de Faxinal dos Guedes. O projeto prevê incremento de 8,3 MW na capacidade instalada da Usina, totalizando 13,92 MW de potência total. A Empresa também obteve, em 2018, junto à ANEEL, a aprovação do projeto básico de ampliação da Usina Salto Weissbach, que se configura na maior ampliação prevista dentre as usinas do parque próprio. Localizada em Blumenau, com potência de 6,28MW, a usina opera desde 1914 e terá sua capacidade instalada acrescida em 23,0 MW.

Nos empreendimentos desenvolvidos em parceria com investidores privados, destaque para a entrada em operação comercial da PCH Garça Branca. Localizada no extremo oeste do estado de Santa Catarina, a usina possui potência de 6,5MW e representa incremento de cerca de 40% na capacidade instalada dos projetos em operação nesta modalidade de negócio.

Novos Negócios - No segmento de transmissão de energia, em 2018 foi dado continuidade ao cronograma de implantação do empreendimento conquistado pelo Consórcio Aliança, formado pela parceria entre EDP Energias do Brasil e Celesc Geração, no leilão 005/2016 Aneel (Lote 21). O projeto está orçado em R$ 1,2 bilhão e reforçará o sistema de Alta Tensão no estado, viabilizando nova conexão com o Sistema Interligado Nacional. No ano, dentre outras ações, o Consórcio avançou nos requisitos para obtenção dos licenciamentos ambientais necessários.

Eficiência Operacional - Em paralelo à ampliação do sistema, a Celesc investe na melhoria dos processos, na adoção de novas tecnologias, modernização dos sistemas e na revisão da logística operacional. Com as ações para otimização do custo operacional, que em 2012 estava 28% (R$166milhões) acima do permitido pela Aneel, chegamos a 2018 registrando apenas 2% (R$19milhões) de ultrapassagem da meta regulatória, excluídos os efeitos dos benefícios pós-emprego e as provisões do Plano de Desligamento Incentivado - PDI. Para os próximos anos, esse esforço será marcado pelo incremento de projetos com o objetivo de combater as perdas não técnicas, a fim de reduzir a perda de receita.

Reconhecimentos – O investimento cada vez maior na eficiência dos serviços e em ações que evocam a questão da sustentabilidade rendeu à Celesc, em 2018, 19 reconhecimentos: um em âmbito internacional, nove nacionais e nove estaduais.Vamos destacar aqui a conquista da segundo lugar, entre as empresas com mais de 500 mil consumidores, do prêmio promovido pela Comissão de Integração Energética Regional – CIER, com sede no Uruguai, que avaliou a satisfação dos clientes entre as 53 companhias concorrentes. O Prêmio Qualidade 2018 foi concedido pela Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento no Mercado de Capitais – APIMEC, que indicou a Celesc como uma das dez empresas que contribuam significativamente para o aprimoramento técnico e o desenvolvimento do Mercado de Capitais.

Além disso, a Celesc Geração ficou em 1º lugar no prêmio da Associação Brasileira dos Contadores do Setor de Energia Elétrica (Abraconee), na categoria pequeno porte, pela qualidade da apresentação de suas demonstrações financeiras; foi laureada na categoria Controle da Poluição Atmosférica pelo 20º Prêmio Fritz Muller, concedido pelo Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA), em virtude do projeto Eletropostos, desenvolvido em parceria com a Fundação Certi/UFSC; conquistou o Selo Ouro de Energia Sustentável 2019-2021, do Instituto Acende Brasil, por atender a 11 compromissos relacionados à Sustentabilidade; entre outros êxitos.

Desempenho no Mercado Acionário – No ano, as Ações Preferenciais – PN (B3:CLSC4) da Celesc apresentaram desempenho positivo de 87,2%. No mesmo período, o Índice BOVESPA fechou com desempenho positivo de 15,03% e o Índice do Setor de Energia Elétrica – IEE, apresentou valorização de 24,0%. 

Resultados e Destaques do 4º Trimestre de 2018

No quarto trimestre do ano, as vendas de energia elétrica na área de concessão da Celesc Distribuição somaram 6.084GWh, volume 2,8% maior que o registrado em igual período do ano passado. No desempenho das classes, destaque para o crescimento de 5% no consumo da classe residencial e de 3,2% da comercial.

No trimestre, apesar do crescimento do consumo de energia, a Receita Operacional Líquida (R$ 1,7bilhão) foi 14% menor que a registrada no mesmo período de 2017 (R$1,9bilhão). Tal desempenho se deve, principalmente, à elevação de 61,2% no valor da Conta de Desenvolvimento Energético – CDE, que passou de R$280milhões no quatro trimestre de 2017 para R$451milhões no mesmo período em 2018.

As despesas operacionais da Celesc Distribuição, por sua vez, tiveram redução de 15,4% no trimestre, justificada pela redução dos custos não gerenciais em 15,9% e dos custos gerenciáveis em 17,2%. O bom desempenho é impactado, no trimestre, pela provisão de R$62,4 milhões referente aos custos do Plano de Demissão Incentivado-PDI, com o que se estima economia de R$192 milhões nos próximos cinco anos.

Dessa forma, no trimestre, o EBITDA do Grupo Celesc apresentou aumento de 13,6% em relação ao 4º trimestre de 2017, passando de R$88,3 milhões para R$100,2 milhões. Impactado, porém, pela variação de 91% no volume das despesas financeiras neste último trimestre de 2018 em decorrência do provisionamento de R$61 milhões referente à atualização monetária da exposição contratual de 2014 apurada pela ANEEL, o Grupo encerrou o 4º trimestre de 2018 com prejuízo de R$17,3 milhões contra Lucro de R$ 4,9milhões no mesmo período de 2017.

 

Assessoria de Comunicação Celesc.