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18.01.19

Clima aquece demanda e consumo em SC

A análise do mercado de energia na área de concessão da Celesc registra um aumento considerável da demanda nas últimas semanas em decorrência das altas temperaturas de verão verificadas em toda Santa Catarina.

Desde dezembro, o recorde foi batido três vezes, em três dias seguidos – 15 de janeiro (4.875MW), 16 de janeiro (4.989,82 MW) e 17 de janeiro (5.030MW). O último recorde havia sido registrado em 12 de dezembro passado: 4.826MW.

A carga global da Celesc (mercado cativo + livre + perdas elétricas) é apurada em períodos de 10 dias, junto com a demanda máxima do mesmo período, pelo Departamento de Comercialização de Energia da Empresa.

Veja no gráfico o comparativo entre o comportamento da carga na atual temporada verão e em anos anteriores. A linha vermelha, que representa o período atual (2018-2019), se sobrepõe aos anos anteriores: “Nós podemos perceber que a curva da demanda está mais alta”, aponta o gerente de Comercialização de Energia da Celesc, Gustavo Cavalcante.

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Fonte: Celesc



Ele aponta ainda: “A demanda está alta não somente no período da tarde, onde tivemos o recorde nos três dias, ou à noite, quando entra o sistema de iluminação pública. Ontem, por exemplo, o pico da noite reduziu apenas 20% da demanda máxima”. Confira no gráfico adiante.

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Fonte: Celesc



Demanda & Consumo – Os dados preliminares de consumo também apontam crescimento significativo. Esse incremento poderá chegar a 13,7%, na comparação com a temporada 2017/2018, após consolidação efetiva dos dados pelo Operador Nacional do Sistema (ONS). O quadro abaixo (consumo medido em MW médios) aponta a média em períodos de 10 dias, conforme metodologia adotada pelo Departamento de Comercialização da Celesc.

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Fonte: Celesc



O último boletim consolidado com dados de mercado, divulgado em 6 de dezembro, mostrou crescimento do consumo de energia elétrica na área de concessão, atingindo 3.983.576 MWh no quinto bimestre do ano. No acumulado do ano o crescimento ficou em 2,3% e, na comparação de doze meses, relativa ao mesmo período anterior, a variação positiva foi de 2,8%.

O destaque foi justamente o desempenho da classe residencial, com crescimento de 5,2% do consumo faturado na comparação com igual período de 2017. Esse incremento elevou o acumulado no ano dessa classe de consumo a 2,2%, perto do incremento de 2,3% do mercado total, indicando segundo semestre mais robusto nesse segmento.

O boletim relata ainda dois picos de demanda: um de 3.910MW em 27 de setembro, às 12h, e outro de 4.141MW, no dia 1º. de outubro, às 15h. Segundo o registro, a temperatura máxima média, em Florianópolis, na semana entre os dias 10 e 16 de setembro foi 21,5ºC, aumentando nas duas semanas seguintes para 26,4ºC e 26,5ºC, respectivamente: “Esse aumento brusco de temperatura tem como conseqüência maior utilização de aparelhos condicionadores de ar, que demandam bastante potência. a demanda máxima (...) de outubro parece ser sido explicada pela alta temperatura. Especificamente no dia 01/10, a temperatura máxima, em Florianópolis, foi a mais alta do bimestre: 31,6ºC”.


Calor – De acordo com boletim emitido pelo CIRAM/EPAGRI, em 2 de janeiro, o trimestre de verão seria bastante típico, com pancadas de chuva e muito calor em todo estado. Veja abaixo as principais informações.

Previsão de chuva acima da média climatológica no Oeste e próxima da média nas demais regiões, no trimestre. Em janeiro, a chuva deve ocorrer com maior freqüência, porém de forma mal distribuída – uma característica de verão. Em fevereiro e março, a chuva deve ocorrer de forma irregular no tempo, com alguns períodos mais secos.

No trimestre, a previsão é de temperatura próxima a acima da média climatológica em SC, verão típico. Durante a estação, pelo menos duas a três ondas de calor devem manter a temperatura alta, inclusive no período noturno, por vários dias consecutivos.

 

Por Vânia Mattozo (Assessoria de Comunicação Celesc)