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14.12.18

Conselho aprova orçamento de 2019

Em reunião realizada na quinta-feira, 13, o Conselho de Administração aprovou o orçamento detalhado para 2019 e a Projeção Plurianual 2020-2023 para o Grupo Celesc, contemplando o orçamento de Receitas e Despesas da Celesc G, Celesc D, Celesc H e Consolidado(que reúne todas as empresas do Grupo).

A aprovação da proposta foi comemorada pela Diretoria pela importância do fato em si, uma vez que o orçamento garante que os planos traçados para o próximo ano sejam viabilizados, mas, principalmente, porque ela representa, mais uma vez, o esforço conjunto das mais diversas áreas da Empresa na definição de uma das peças mais importantes para a Companhia.

“O Orçamento Anual reflete projeções estratégicas, comerciais, regulatórias, de despesas e de investimentos, que são definidas a partir de muitos estudos, reuniões e decisões, até se chegar à versão final. Isso demonstra o alto grau de engajamento alcançado no processo”, enalteceu o presidente Cleverson Siewert.

O Orçamento Anual de 2019 está diretamente associado ao estabelecido na revisão do Plano Diretor 2030 e no Planejamento Estratégico atualizado para até 2021, conforme mostra o quadro abaixo:

Iniciativas Estratégicas 2019-2021

Celesc1

Fonte: Celesc

A manutenção da concessão permanece como prioridade para Celesc D, com foco sobre os indicadores de sustentabilidade técnica, econômica e financeira,reforçando esforços na viabilização das ações e projetos relacionados ao Programa de Eficiência Operacional, ao Plano de Resultados da Aneel e ao de Investimentos, além da melhoria contínua das ações voltada à governança (como: compliance, controles internos e auditoria estatutária).

Para a Celesc Geração, o orçamento aprovado busca promover o crescimento e o fortalecimento da Empresa, com a valorização dos atuais ativos e a busca por novos negócios. O projeto Aliança SC, que está ampliando a participação da Empresa no setor de transmissão, será um dos favorecidos por essa perspectiva.

Como vínculo fundamental ao Planejamento Estratégico, o orçamento aprovado também desdobra os pontos chaves em metas e ações detalhadas no Contrato de Gestão e dos Acordos de Desempenhos de cada área para 2019.

 

Pelo terceiro ano consecutivo, o Departamento de Controle de Resultados (DPCL) adotou a metodologia orçamentária do modelo Base Zero. Dada a sua continuidade, o modelo OBZ já avança de forma mais natural entre as áreas e começa a ser incorporado à cultura da Empresa.

Nessa metodologia o orçamento é discutido de forma detalhada, com cada área. As metas são estabelecidas em comum acordo, passam a compor o Contrato de Gestão e Resultados ( estabelecido entre a Diretoria e o Conselho de Administração) e impactam diretamente na Participação dos Lucros eResultados (PLR). “O fortalecimento dessa metodologia é basilar para os ganhos de eficiência aspirados pela Celesc”, destaca André Pereira, diretor de Planejamento e Controle Interno.

Conheça, agora, os principais destaques do Orçamento 2019:

Celesc2

 

Destaques da Celesc D

O orçamento de receitas da Empresa para 2019 levou em consideração o Reajuste Tarifário Anual e os ganhos do projeto de recuperação de perdas comerciais, do PDI e da renovação do quadro. Caso algum desses processos não cumpra o projetado, o orçamento poderá não ser cumprido.

Em agosto de 2018, as tarifas da Celesc sofreram reajuste médio de 13,86%.

Desde 2016, a Empresa passou a ter uma meta de redução de perdas convergindo ao valor regulatório que é de 7,42%. No segundo semestre de 2018 foi criado o Comitê de Perdas na Celesc D para elaboração e acompanhamento de projetos visando à redução das perdas no sistema elétrico.

O Projeto de Combate às Perdas possui as seguintes diretrizes:

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No Orçamento de Despesas, está contemplada a manutenção dos desembolsos extras destinados ao cumprimento do Plano de Resultados Aneel, no valor de R$22 milhões para a contratação de mais 51 equipes de eletricistas que vão fortalecer o efetivo das áreas técnica e comercial, contribuindo para o cumprimento das metas de DEC e FEC,DER e FER, e outros R$16,1 milhões enquadrados no projeto Gestão de Perdas. Vale mencionar a previsão de recursos para ampliação do monitoramento de Lojas e Subestações e a elevação do orçamento para projetos e ações na área de meio ambiente.

As despesas previstas para o ano também asseguram a conclusão do PDI 2018 e o impacto dos novos empregados oriundos do concurso realizado no início deste ano, que se enquadram nas novas formas de aplicação do Plano de Cargos e Salários (PCS) e nas novas condições salariais.

Investimentos - Para investimentos, a Celesc D vai contar com orçamento total de R$531 milhões, sendo R$ 404 milhões para Ativos Elétricos, R$46 milhões para Ativos Não Elétricos e R$81,4 milhões como Apropriação de Mão de Obra. Entendendo a necessidade de incrementar os investimentos na área técnica, a Empresa propôs um volume de investimentos acima da Quota de Reintegração Regulatória - QRR. Destaque para o orçamento de R$21,8 milhões focado na mitigação de riscos de perdas não técnicas.

Por definição regulatória, a ANEEL estipula um investimento mínimo, no caso, R$245 milhões para 2019. Para atender ao crescimento previsto de consumo e a necessidade dos consumidores, além de permitir que o desempenho do DEC e do FEC continue apresentando evolução positiva, o orçamento de 2019 prevê um investimento de 199% da QRR, superando a média dos últimos cinco anos, que foi de 160% da QRR.

“O reforço no Orçamento de Investimento visa atender ao proposto no Contrato de Concessão, no Plano de Resultados apresentado à Aneel em 2017, com vigência até 2019, e o Plano de Obras financiado pelo BID”, explica José Eduardo Evangelista, Diretor de Finanças e RI.

Por fim, destaque para o orçamento do Programa de Pesquisa e Desenvolvimento que é de R$ 55 milhões para o ano, em linha com a perspectiva da Empresa em zerar o saldo do passivo com o Programa até 2020. Da mesma forma, o orçamento previsto para o Programa de Eficiência Energética é de R$ 72 milhões, na pretensão de atingir o limite regulatório estabelecido pela ANEEL até 2023. A saber, a cada ano a Celesc recebe, via tarifa, o equivalente a 0,5% do faturamento para investir em projetos de Eficiência Energética e Pesquisa e Desenvolvimento. Nem todo ano, se consegue realizar o volume de projetos que contemple tais valores, formando um passivo que precisa ser investido nos anos seguintes. A Celesc D acumulou esse passivo entre 1999 e 2010 e nos últimos anos tem buscado formas de compensar devidamente tais recursos.

Destaques da Celesc G

No orçamento de Receitas, o principal destaque é a receita da indenização da Usina Pery, que teve manutenção de concessão garantida em 2017 e com a adesão ao regime de cotas, acrescenta-se ao fluxo de caixa uma receita de R$1,1 milhão mensal a partir de julho de 2019, por um período de 30 anos.

Para Despesas, o orçamento está focado na manutenção e conservação das usinas e ao atendimento dos condicionantes ambientais. A Celesc G vem, ao longo dos anos, trabalhando de forma otimizada, implantando a automação nas usinas e essa tem sido uma ação de resultados bem positivos para a Empresa. O orçamento de Despesas reflete ainda o fato de a Celesc G ter obtido, em leilão realizado em 2015, a manutenção das Usinas Bracinho, Palmeiras, Garcia, Cedros e Salto.

No Capex (Investimentos), o principal destaque da Celesc G é o orçamento para inicio da ampliação da Usina Celso Ramos, cuja garantia física passará de 3,8MW para 7,5MW. Além dela, o orçamento contempla manutenção e conservação do parque gerador e investimentos para novos negócios, somando recursos da ordem de R$ 55,6milhões. Desse total, R$ 23 milhões estão destinados a novos negócios.

Em resumo, para 2019, a previsão orçamentária para investimentos pela Celesc alcança R$595,3milhões, sendo R$ 531milhões para a D e R$ 55,6milhões para a G. O volume para o ano é 9,65% superior ao aprovado para 2018. A elevação do orçamento de investimento reflete a preocupação da empresa e dos acionistas na manutenção da melhoria contínua dos indicadores de qualidade do serviço, no atendimento constante da expansão do mercado consumidor na sua área de concessão e no cumprimento das metas estabelecidas para o Ciclo de Revisão Tarifária e para o Contrato de Concessão.