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06.12.18

Perfil - Os Bons Parceiros

foto capa
Uma parceria construída pelo respeito e admiração mútua, desde o começo, em maio de 2013.

A idade de um deles é quase o tempo de empresa do outro. Pelo que contam, o ‘acaso’ os trouxe para cá. O mais experiente trabalhava no comércio e queria abrir o próprio negócio, mas mudou de planos após ser aprovado em concurso público para a Celesc. O outro escolheu a profissão “quase sem querer”, por influência da mãe, que sugeriu que ele fosse fazer um curso técnico no SENAI.

Por destino ou por acaso, eles se encontraram em 2013, no curso de formação de eletricistas – um como instrutor e outro como empregado recém-admitido. Ali começava uma parceria que promete ser duradoura – como colegas e amigos. Conheça a história de profissionalismo e amizade dessa dupla de celesquianos.

bruno e paulo 1O instrutor à frente da nova turma de eletricistas, em 2013; ao fundo, Bruno buscando espaço na foto...


O técnico Paulo Dariff é uma grande referência na Celesc: ele tem 29 anos de empresa; dos quais quase 20 anos como instrutor colaborador, tendo ministrado cerca de 2 mil horas/aula de treinamento para ajudar na qualificação de mais de 1.500 empregados.

Entre eles, o jovem eletricista Bruno Pick de Souza, que se tornou, com o passar do tempo, mais do que um colega de trabalho – um amigo e compadre. Sim, Paulo é padrinho de casamento de Bruno com Adriana (na foto, Paulo à direita, com a esposa Cristina). 

recorte casamentoUma parceria que se expandiu da rotina profissional para a vida pessoal.

 
Mas a construção dessa relação tão amigável e sólida somente foi possível pelo respeito e pela admiração mútua existente desde o início. Depois de cinco anos na Empresa, Bruno reafirma: “Estou sempre aprendendo. Procuro escutar e aprender com os mais experientes”.

O mentor mais próximo é Paulo, que tem o perfil típico do profissional sério e competente: “Até em casa converso sempre sobre segurança, pois ali existem vários riscos – gás, por exemplo, além da eletricidade”, conta Dariff, falando da rotina familiar.

Dariff – assim ele é mais conhecido na Empresa – recebeu o reconhecimento público pelos seus méritos em 26 de outubro de 2015 das mãos do governador Raimundo Colombo: a Medalha de Mérito Alice Guilhon Gonzaga Petrelli.

medalha de dariff
Uma medalha de mérito - a alegria de ser reconhecido publicamente por colegas e amigos do trabalho.

Naquele ano, ele foi o celesquiano escolhido por eleição direta entre os colegas para representar a Celesc no evento anual que homenageia os servidores cuja atuação tenha ultrapassado o âmbito de suas tarefas profissionais, tornando-se também um exemplo de cidadão.

“Foi gratificante ver um profissional de campo, um mestre em sala de aula, um grande colega, ser reconhecido pela sua dedicação”, resume a técnica de Segurança do Trabalho, Cibele Regina Wilms.

Ela repercute a opinião de muitos alunos e colegas de trabalho de Paulo desde os tempos como instrutor no antigo Centro de Formação e Aperfeiçoamento – o CeFA, no Sul da Ilha: “Ele está sempre pronto a colaborar, repassando, com responsabilidade e segurança, o conhecimento e a prática que possui. Para mim, sempre foi uma grande referência na Empresa, um ícone da Celesc”, afirma o técnico Edmar Nunes Golart.

A gerente da Divisão de Conhecimento e Desenvolvimento, Mari Kihara, garante: “Ele é parte fundamental do nosso sucesso por orientar e incentivar a adoção de medidas de segurança e do trabalho em equipe, pois um fator importante da formação é promover a ajuda mútua entre empregados, o que ajuda a superar as dificuldades iniciais, principalmente no trabalho em altura” (na foto abaixo, Dariff à esquerda, ao lado do colega técnico Sidnei Blanck, de Joaçaba, no atual campo de treinamento na sede da Celesc, em Florianópolis).

dariff no campo
Atento às normas e às posturas de trabalho - sempre de olho na Segurança; a própria e a dos colegas.

Aprendiz – Paulo conta que, com o tempo, ampliou a sua visão de vida e de profissão: “Com a experiência, a gente vai aprendendo a planejar melhor o trabalho e a trabalhar com mais segurança”.

Eles têm quase a mesma altura física – em torno de 1,90m – e Bruno caminha rapidamente para se tornar tão ‘grande’ quanto o colega e amigo em seu ofício: “Somos a engrenagem que faz a parte operacional. Trabalhamos com um produto perigoso, que não se vê, por isso é preciso conhecer muito bem a profissão”, afirma.

Dariff conhece bem os riscos e perigos associados à profissão. Ele atuou como instrutor também no vídeo Sete Passos – Círculo da Segurança.

o circulo da seguranca2

Bruno lembra que o maior risco aparece justamente quando o profissional não quer mais seguir os procedimentos corretos: “A partir desse momento, os riscos de acidente e de má prestação de serviço são diários”. Mas ele está sempre atento: “Os cursos de reciclagem são importantes, pois ajudam a relembrar e renovar os conhecimentos, evitando os riscos da profissão”. 
Alguma dúvida de que o jovem aprendiz está se tornando, rapidamente, um exemplo similar ao do seu mestre?

 

Saiba mais

Dados de pesquisas da Associação Brasileira de Conscientização para os Perigos da Eletricidade (Abracopel) mostram uma realidade bastante triste: muitas vezes, os profissionais acostumados a lidar com a eletricidade são as suas maiores vítimas. O número de 2017 é assustador: houve 63 mortes de eletricistas autônomos e de empresas por choque elétrico (veja no gráfico).

mortes choque elétrico por localidade


Muitas mortes aconteceram na própria rede de distribuição (gráfico adiante). Nesta lista, além dos eletricistas profissionais e autônomos, estão pedreiros, pintores, instaladores de painéis e fachadas, instaladores de TV a cabo e telefonia.

mortes choque elétrico por localidade


O diretor executivo da Associação, Edson Martinho aponta que os acidentes não acontecem principalmente com leigos, como seria de se imaginar: “Em tese, esse público, que não conhece bem os cuidados necessários, poderia ter a esmagadora maioria das vítimas. Não, a maior parte das vítimas são justamente aqueles que conhecem ou deveriam conhecer bem os procedimentos de segurança e usar corretamente os equipamentos de proteção individual e coletiva – conhecidos como EPI e EPC”, afirma.

Ele lembra que a Norma Regulamentadora NR-10 (Serviços em Eletricidade) estabelece que todo profissional que trabalha próximo e/ou com energia elétrica deve conhecer os riscos a que está exposto: “Apesar de todos os alertas, os profissionais continuam se arriscando...”, lamenta.



Por Vânia Mattozo (Assessoria de Comunicação Celesc), com fotos de arquivos pessoais