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19.11.18

Balanço do trimestre: consumo maior e custo menor puxam desempenho

O aumento no consumo de energia elétrica em Santa Catarina e a redução dos custos operacionais gerenciáveis são os principais fatores do resultado positivo no balanço econômico-financeiro do Grupo Celesc.

Entre os meses de julho a setembro (3T18), a Celesc identificou aumento de 2,2% no consumo de energia elétrica na sua área de concessão em relação à igual período do ano passado (3T17), e de 2,7% na comparação com o acumulado no ano (9M18 X 9M17).  Entre as diferentes classes, destaque para o crescimento do consumo nas classes Residencial (2,9% no trimestre e 1,7% no acumulado), Comercial (0,8% e 1,9%) e Industrial (2,6% e 3,5%).

Com os efeitos do crescimento de mercado e o impacto da aplicação do reajuste tarifário em 22 de agosto, a Receita Operacional Líquida (ROL) da Celesc Distribuição, principal empresa do Grupo Celesc, apresentou uma variação positiva no trimestre de 14,9% e de 17% no acumulado do ano. A ROL do Grupo, que inclui o desempenho da Celesc Geração, registrou um incremento de 15,1% no trimestre e de 16,9% no acumulado do ano. 

A variação positiva da receita e a redução constante dos custos operacionais (referentes às despesas gerenciáveis com pessoal, material, serviços e outros - PMSO), são os principais destaques do período. O presidente Cleverson Siewert aponta que, nesses nove meses, houve uma redução de 3,1% nas despesas operacionais gerenciáveis, que somaram R$ 598,6 milhões contra R$ 617,7 milhões em igual período de 2017, mesmo com o crescimento de 7,5% no trimestre (R$ 222,1 milhões contra R$ 206,6milhões).

Os gastos gerenciáveis (PMSO) ampliaram no trimestre em decorrência, principalmente, do incremento nos custos com Serviços de Terceiros, que foram 20,6% maiores que no 3T17. “O incremento deve-se à ampliação dos serviços com poda e roçada; manutenção de linhas e redes de distribuição; corte e religação; fiscalização de unidades consumidoras; leitura de medidores; serviços de call center e suporte de software, que atendem à estratégia da Empresa em garantir a melhoria contínua dos serviços prestados aos clientes e estão perfeitamente alinhados com o orçamento previsto para o ano”, destacou o executivo.

Com o bom desempenho de receitas e despesas, a Celesc registrou EBITDA de R$118,6 milhões no terceiro trimestre e R$510,4 milhões no acumulado do ano, com variação positiva de 17,3% no comparativo a igual período de 2017. O Lucro Líquido Consolidado alcançou R$42,1 milhões no 3T18 e R$ 182,3 milhões no acumulado do ano, apresentando alta de 196,2% em relação aos nove primeiros meses do ano anterior (R$61,5 milhões). Sobre o desempenho do lucro, é importante destacar que, em 2017, os resultados foram prejudicados pela contabilização de despesa financeira referente aos encargos setoriais da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), resultantes do Termo de Parcelamento da CDE firmado entre a Celesc Distribuição e a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

No quadro abaixo, os principais destaques econômico-financeiros e de mercado deste terceiro trimestre do ano:

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INVESTIMENTOS - No terceiro trimestre de 2018, os investimentos realizados em geração e distribuição de energia elétrica somaram R$121,7 milhões (sendo R$118,7 milhões em Distribuição e R$3,0 milhões em Geração), volume 3,8% superior aos investimentos realizados no terceiro trimestre de 2017, somando no acumulado de 2018 um total de R$344,8 milhões em investimentos, volume 5% maior que o realizado nos nove primeiros meses de 2017 (R$328,6 milhões).

Entre os investimentos realizados, destaque para a energização de novas subestações de energia elétrica nos municípios de Bombinhas, no Vale do Itajaí, e Sangão, no Sul do estado; o início das obras da Subestação (SE) Florianópolis Capoeiras, na Capital, e da SE Araquari Corveta, na região Norte, além da SE Canoinhas Rio da Areia, no Planalto Norte, em fase final de construção.

Outras 27 subestações foram ou estão sendo ampliadas pela Empresa. Neste ano, destaque para a ampliação da SE Camboriú, no litoral norte, e das SEs Herval D'Oeste, no Oeste, e Imbituba, no Sul do estado, que já estão em obras. Os investimentos incluem, ainda, a construção e recapacitação de linhas de transmissão e de distribuição de energia e a instalação de equipamentos, como religadores e medidores de energia.

Com os investimentos, a Celesc garante a infraestrutura necessária para atendimento do seu mercado consumidor e a melhoria contínua dos indicadores de qualidade do serviço. No acumulado deste ano, o DEC, que mede o tempo médio que cada consumidor ficou sem luz, foi de 7,43 horas. O desempenho traduz melhoria de 19% em relação ao registrado no mesmo período de 2017. Enquanto isso, o FEC, que mede o número médio de vezes que os consumidores ficaram sem energia elétrica somou 5,13 vezes, desempenho 16,7% melhor que o aferido nos primeiros nove meses de 2017. 

“A melhoria desses índices é o principal demonstrativo que nossa estratégia de investimento está adequada e nossas equipes mais preparadas para atender as ocorrências no sistema elétrico catarinense”, pontua o presidente.

 

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GERAÇÃO E NOVOS NEGÓCIOS - No acumulado do ano, os investimentos em geração de energia somaram R$14,0 milhões contra R$9,8 milhões em igual período de 2017, representando um aumento de 43,2%. Tais investimentos têm possibilitado dar continuidade às obras de automação das usinas próprias, eficientizando o processo de operação, e manter a participação da empresa nas Sociedades de Propósito Específico (SPEs), que visam ampliar o parque de geração e transmissão em Santa Catarina.

Neste período, destaque para a finalização das obras da usina Garça Branca, localizada no Rio das Antas, entre os municípios de Guaraciaba e Anchieta, no oeste de Santa Catarina, que totaliza 6,5MW de capacidade instalada com energia assegurada de 3,4 MW. A usina entrou em operação comercial em 17 de julho e a Celesc Geração detém 49% de participação acionária na sociedade. Já os investimentos no parque gerador próprio somaram R$5,6 milhões no ano (R$2,2 milhões no trimestre), destacando R$2,9 milhões com substituição do conduto adutor da usina Cedros, em Rio dos Cedros, no Vale do Itajaí; e R$1,4 milhões na automação da Usina Garcia, em Angelina, na Grande Florianópolis.

ENDIVIDAMENTO - O Grupo encerrou 30 de setembro de 2018 com Dívida Bruta Consolidada de R$877 milhões. As disponibilidades somavam R$318 milhões, resultando em uma Dívida Financeira Líquida da ordem de R$559 milhões, o equivalente a 0,9x o EBITDA dos últimos doze meses. Para fins de comparação, o Estatuto da Companhia permite um endividamento de duas vezes o EBITDA e o mercado até 3,5 vezes o EBITDA. Tal desempenho confirma a saúde financeira da Celesc.       

DESEMPENHO MERCADO ACIONÁRIO - As ações Preferenciais da Companhia apresentaram valorização de 48,15% no acumulado nos últimos 12 meses. No mesmo período, o principal índice da Bolsa de Valores brasileira, o Ibovespa, apresentou retorno positivo de 6,79% e o Índice de Energia Elétrica (IEE), que mede o comportamento das principais ações do Setor Elétrico, apresentou valorização de 2%. 

RECONHECIMENTOS – Neste dia 14 de novembro, a Celesc Distribuição recebeu, em Buenos Aires, na Argentina, o troféu da categoria Prata do Prêmio CIER de Qualidade – que mediu a satisfação dos clientes entre 53 empresas de 14 países da América Latina, com mais de 500 mil consumidores. Este é o terceiro ano consecutivo que a Empresa figura entre as três melhores companhias do setor, na avaliação anual realizada pela Comissão de Integração Energética Regional (CIER).

Em fevereiro, a Celesc Distribuição recebeu o Prêmio IASC, conferido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), por ter conquistado a vice-liderança nacional no grau de satisfação dos clientes. Para a pesquisa de avaliação, a Aneel ouviu consumidores de 584 municípios brasileiros. Na área de concessão da Celesc, o grau de satisfação dos clientes foi de 73,9 e o índice médio nacional para a categoria ficou em 62,28.

Em pesquisa similar, realizada pela Associação Brasileira de Distribuidoras de Energia Elétrica (Abradee), a Celesc Distribuição atingiu 84,3% de satisfação do consumidor (contra média nacional de 76%) entre as empresas com mais de 500mil clientes e ficou em 5º lugar. Nos demais indicadores do Prêmio, conquistou o quinto lugar em Perdas Técnicas e Inadimplência (categoria Gestão Operacional), primeiro lugar no indicador Cobertura da Dívida (categoria Gestão Econômico-financeira), o 7º lugar na categoria Responsabilidade Social e, além disso, evoluiu cinco posições na categoria Qualidade da Gestão, ficando em 13º lugar. No cômputo geral, foi classificada como a 11ª melhor entre 32 empresas participantes na categoria acima de 500 mil consumidores.

Além disso, a Celesc conquistou, pelo segundo ano consecutivo, o 1º lugar no ranking da ANEEL em qualidade do atendimento telefônico, entre as distribuidoras que atendem mais de 500 mil unidades consumidoras. Com Indicador de Nível de Serviço (INS) — que é o percentual de chamadas atendidas em até 30 segundos em relação ao total de chamadas recebidas nos períodos típicos — de 97,80%, em relação à meta estabelecida pela agência reguladora, que é de no mínimo 85%.

Na área de responsabilidade socioambiental, o projeto Banho de Energia, desenvolvido na região serrana pelo Programa de Eficiência Energética, foi um dos vencedores do 25º Prêmio Expressão de Ecologia, entregue durante o Fórum de Gestão Sustentável de 2018, realizado em Florianópolis.

No dia 6 de novembro, a Empresa conquistou a categoria Controle da Poluição Atmosférica do 20º Prêmio Fritz Müller, pela instalação de um dos maiores corredores elétricos em operação no Brasil (300 km de extensão), projeto que desenvolve em parceria com a Fundação Certi.

Para o presidente da Celesc, Cleverson Siewert, “ser uma empresa cidadã é exercitar o conceito de sustentabilidade. Fazemos isso por meio do uso eficiente e seguro da energia, priorizando o conforto e a qualidade de vida de nossos clientes, o desenvolvimento econômico de Santa Catarina e o respeito permanente ao meio ambiente”.

 

Por Assessoria de Comunicação Celesc