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02.04.18

Lucro Ajustado cresce 33,5% em 2017

Resultado reflete aumento do mercado e redução de custos com maior eficiência operacional

O bom desempenho da economia catarinense, aliado à evolução de diversos indicadores econômicos, financeiros e operacionais da Celesc,  são os principais fatores do resultado positivo da Companhia em 2017.

Embora tenha sido mais um ano difícil para a economia brasileira, em Santa Catarina os sinais foram de recuperação econômica e, com isso, o consumo de energia elétrica na área de concessão (23.797GWh no ano) foi 4% maior do que o registrado em 2016. A alta foi puxada pelas classes rural (+6,4%) e industrial (+5,2%). No comércio, o crescimento foi de 3,5% e nas residências, de 1,7%.

Ao mesmo tempo, o ano que passou foi de poucas chuvas e a condição de baixa hidraulicidade nos reservatórios das usinas afetou o custo da energia elétrica para compra e para a venda. Como consequência, no mercado livre, o MWh alcançou preço médio de  R$318,15, contra R$92,40 em 2016. O preço elevado compensou a baixa produção de energia e fez com que, no ano, a Celesc Geração, responsável pela comercialização da energia gerada nas 12 usinas que compõem o parque gerador do Grupo Celesc, alcançasse Receita Operacional Líquida de R$ 148,8 milhões, superando em 18,3% o resultado do ano anterior (R$ 125,8 milhões).

“A baixa hidraulicidade fez o Governo acionar, em diversos meses do ano, o mecanismo das bandeiras tarifárias. A bandeira vermelha, que cobre os períodos mais críticos, foi praticada seis vezes”, lembra o presidente Cleverson Siewert. Com o aumento do consumo e o custo mais alto da tarifa, a Celesc Distribuição, responsável pelo atendimento de 2,9milhões de unidades consumidoras em sua área de concessão, apurou crescimento de 16,1% na Receita Operacional Líquida de 2017 (R$6,9 bilhões), comparada com igual período de 2016 (R$5,9 bilhões).

No Consolidado, que agrupa o resultado da Celesc Distribuição e Geração, a Receita Operacional Líquida somou R$6,6 bilhões no ano, superando em 16,7% o resultado alcançado em 2016 (R$5,7 bilhões).

O bom desempenho das empresas do Grupo, incluindo o resultado proveniente das participações, permitiu alta de 6,3% no EBITDA Consolidado  Ajustado de 2017. O EBITDA mede o lucro das atividades operacionais antes dos impostos, juros, depreciação e amortização e alcançou, no período, volume de R$545,7 milhões, ante R$513,4 milhões em 2016. No resultado final, o Grupo Celesc apresentou, no ano, Lucro Ajustado de R$ 176,9 milhões contra R$ 132,5 milhões em 2016, registrando crescimento de 33,5%. Os detalhes estão apresentados na tabela a seguir:

 

Principais Resultados Ajustados*

Acumulado 12 Meses

2016

2017

Δ

 Receita Operacional Bruta

10.486,1

11.469,0

9,4%

 Receita Operacional Líquida (excluindo Receita de Construção)

5.696,9

6.650,2

16,7%

 EBITDA Ajustado (IFRS   -  Não-Recorrentes)

513,4

545,7

6,3%

 Margem EBITDA Ajustado

9,0%

8,2%

 

 Lucro Líquido Ajustado (IFRS - Não-Recorrentes)

132,5

176,9

33,5%

 Margem Líquida Ajustada

2,3%

2,7%

 

Fonte: Celesc

* Ajustado por: +R$202,2 milhões referente à exposição involuntária contabilizada no 2T16; -R$21,5 milhões de provisão civil (2T17); +R$72,8 milhões relativo à provisão do PDI - Programa de Demissão Incentivada; -R$25,8 milhões decorrente do Processo da Eletrosul (Despacho nº 4.171/2017, que determinou a Eletrosul - Centrais Elétricas S.A devolva a Celesc os valores referentes à remuneração dos investimentos associados às instalações de transmissão necessária ao atendimento do Consumidor Arcelormittal, recebidos em duplicidade pela transmissora. O valor estabelecido foi de R$46,3 milhões, atualizado pelo IPCA acumulado de outubro de 2012 a novembro de 2017 mais juros remuneratórios de 5,59% real ao ano a partir de 2013, sendo contabilizado R$25,7 milhões com recuperação de despesas e o restante como receita financeira).


A Celesc em 2017

Investimentos - No ano, para garantir um melhor desempenho do sistema elétrico na sua área de concessão, a Celesc investiu R$ 384,2 milhões, 13,8% maior que em 2016 (R$337,4 milhões) na expansão, melhoria e automação das redes de alta, média e baixa tensão.  No sistema de alta, destaque para a energização de novas subestações em Balneário Camboriú, Maravilha e Bombinhas; além da ampliação das subestações de Pinhalzinho, Braço do Norte, Arabutã, Ermo, Indaial, Porto Belo, Roçado e Sangão.

Destaque, ainda, para investimentos na automação do sistema elétrico, com a instalação de 375 novos religadores telecontrolados, beneficiando milhares de consumidores em todas as regiões do estado. O processo permite agilizar a recomposição do sistema após desligamentos emergenciais, de forma remota, melhorando significativamente a qualidade do serviço.

Qualidade - Com a manutenção dos investimentos, a Empresa registrou 99,86% de disponibilidade do sistema para o uso dos consumidores durante o ano. No período, o indicador DEC, que mede a  duração média das interrupções por unidade consumidora, foi de 12,33 horas, 3,9% melhor do que o índice de 2016 e 10,5% abaixo do limite estabelecido pela ANEEL para 2017, no Contrato de Concessão. Neste mesmo período, o indicador FEC, que mede o número médio de interrupções por unidade consumidora, apresentou queda de 3,9%, representando 8,35 interrupções, e 20% abaixo do limite regulatório estabelecido para 2017 neste indicador, no Contrato de Concessão. Nos últimos cinco anos, os indicadores tiveram melhoria de 20,6% e 20,7%, respectivamente, como pode ser visto no gráfico abaixo:

dec-fec-2017


Novos Negócios - O ano de 2017 também representa um marco para o Grupo Celesc na área de transmissão de energia, um dos focos da Companhia para a diversificação de negócios e na criação de valor. Em parceria com a empresa EDP Energias do Brasil, a Celesc vai participar da construção de 485 km de linhas elétricas e de uma subestação em alta tensão no território catarinense. Obras que vão significar uma nova realidade para o atendimento do sistema elétrico estadual e regional.

Mais Geração - Na geração de energia, onde nosso potencial de crescimento tem sido ampliado, os esforços permitiram manter a concessão das usinas, quando muitas outras empresas viram seu parque gerador reduzir com as novas regras do Setor Elétrico; estabelecer parcerias para a construção de novos empreendimentos; automatizar a operação e tornar mais eficiente a produção de energia própria. Em 2017, a Celesc Geração conquistou a renovação do contrato de concessão da usina Pery, a maior do parque próprio, por mais trinta anos, a partir de 10 de julho.

Eficiência Operacional - Em paralelo à ampliação do sistema, que envolve planejamento robusto, a Empresa investe na melhoria dos processos, na adoção de novas tecnologias, em capacitação de pessoal, modernização dos sistemas e revisão da logística operacional. Assim como todo o grupo, a Celesc Distribuição vem evoluindo na gestão de seus custos operacionais, e continua em uma trajetória de redução do PMSO (Pessoal, Material, Serviços e Outros) quando comparado aos patamares regulatórios, com redução de 5,3% desta diferença entre 2016 e 2017, equivalente a R$ 5milhões. Desde 2010, a diferença já foi reduzida em R$180 milhões.

Em relação ao período, destaque ainda para as adequações no Plano de Cargos e Salários, no Plano Previdenciário e na execução de uma nova edição do Programa de Demissão Incentivada, que contribuíram para a otimização dos custos com Pessoal. Os efeitos dessas mudanças serão sentidas ao longo dos próximos anos e, associadas aos bons indicadores técnicos, contribuem, efetivamente, para garantir a manutenção da concessão.

Eficiência Energética - Em 2017, também foram mantidos os investimentos para viabilizar ações de eficiência energética, que somaram R$ 53,6 milhões. Destaque para os projetos: Bônus Fotovoltaico (placas de energia solar para as residências); Bônus Motores (substituição de motores antigos por novos); Bônus Eficiente – Linha Eletrodomésticos (troca de geladeiras, ar-condicionado e freezer); Energia do Bem (substituição de eletrodomésticos antigos por novos, sem custo para famílias de baixa renda) e o Banho de Energia,  que viabilizou a instalação de sistemas para aproveitamento do calor gerado por fogões a lenha, típicos na Serra Catarinense, para aquecimento de água em pequenas residências rurais.

Reconhecimentos – No ano, os investimentos na eficiência dos serviços e em ações de sustentabilidade renderam à Celesc onze prêmios, sendo um em âmbito internacional, seis nacionais e quatro estaduais. Vamos destacar, aqui, a conquista da segunda posição no ranking das melhores empresas do Setor Elétrico Brasileiro com mais de 500mil consumidores, na avaliação dos clientes. A vice-liderança foi registrada nas pesquisas realizadas pela Associação Brasileira de Distribuidoras de Energia Elétrica e na pesquisa Aneel de Satisfação do Cliente.

Em 2017, a Celesc também manteve, pelo segundo ano consecutivo, a primeira posição no ranking ANEEL de qualidade do atendimento telefônico entre as distribuidoras que atendem mais de 500 mil unidades consumidoras. No ano, o Indicador de Nível de Serviço (INS) foi, na média, de 97,80%, bem acima da meta estabelecida pela Agência Reguladora para essas empresas, que é de 85%. A operação do Contact Center é realizada por atendentes próprios, distribuídos em 126 municípios na área de concessão, e terceirizados, com site localizado em Joinville (principal) e em Goiânia (secundário), que totalizam mais de 300 profissionais.

Desempenho no Mercado Acionário - O Índice BOVESPA fechou 2017 com desempenho positivo de 26,86%. O Índice do Setor de Energia Elétrica (IEE) apresentou valorização de 10,04% no mesmo período. Enquanto isso, as Ações Preferenciais (PN) da Celesc apresentaram desempenho positivo de 70,55%.

A Celesc também se manteve na carteira do Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE), da Bovespa, que abriga as 33 empresas brasileiras mais bem alinhadas em governança corporativa e sustentabilidade.

A atuação eficiente, a pujança do mercado na área de concessão e o potencial de crescimento da Empresa tem despertado o interesse, inclusive do mercado financeiro, interessado em investimentos de longo prazo. Em 2017, destaque para a compra de ações da Companhia pela  EDP Energias do Brasil, um grande player do Setor, que passou a ser sócia minoritária da Celesc e com direito à participação no Conselho de Administração.

“A participação da EDP na estrutura societária da Celesc deverá promover troca de experiências no segmento de distribuição e a geração de negócios em outras frentes que são foco de nosso interesse, como a comercialização de energia e a geração distribuída”, comenta o presidente Siewert.


Resultados e Destaques do 4º Trimestre de 2017

O crescimento do consumo de energia na área de concessão e a evolução dos processos de eficiência operacional também são os principais fatores dos resultados positivos registrados pela Celesc no 4º trimestre de 2017.

No período, as vendas de energia elétrica na área de concessão da Celesc Distribuição somaram 5.902 GWh, volume 5,9% maior que o registrado em igual período do ano passado. No desempenho das classes, destaque para o crescimento de 9,2% no consumo da classe rural e de 6,2% da industrial. No comércio, registrou-se aumento de 6% e 3,9% na residencial. “O desempenho do mercado aponta para um cenário de recuperação econômica, sendo este o trimestre com maior crescimento percentual no ano. No trimestre anterior, a variação havia sido de 3,5%” destaca o presidente.

O desempenho do 4º trimestre reflete, ainda, o reajuste de 7,85% aplicado às tarifas a partir de agosto. No ano anterior as tarifas tiveram redução média de 4,16%. Com os dois fatores, a Receita Operacional Líquida do Grupo, no período, somou R$1,8 bilhão, apresentando acréscimo de 16,9% em relação ao realizado em igual período de 2016.

O bom desempenho, porém, é impactado, no trimestre, pela provisão de R$72,8 milhões referente aos custos do Plano de Demissão Incentivado (PDI)  aprovado em novembro, com previsão de desligamento de 186 empregados (6% do quadro total), até maio de 2018. “O PDI faz parte do projeto de Eficiência Operacional da empresa visando se adequar aos custos regulatórios estabelecidos pelo órgão regulador Aneel”, conta o presidente.

No trimestre, o EBITDA Consolidado Ajustado sofreu uma redução de 17,8% em relação ao 4º trimestre de 2016. Naquele período, é importante destacar que o resultado foi impactado positivamente por ajustes contábeis reconhecendo, principalmente, créditos referentes à compensação de desembolsos feitos pela empresa sem cobertura tarifária. Já o Lucro Ajustado apresentou crescimento de 79,1%, passando de R$11,2 milhões para R$20,1 milhões, devido a um melhor resultado financeiro no 4º trimestre deste ano.

Os detalhes estão apresentados na tabela a seguir: 

Principais Resultados Ajustados*

4º Trimestre

2016

2017

Δ

 Indicadores Financeiros - Consolidado (R$ Milhões)

 

 

 

 Receita Operacional Bruta

2.730,2

3.163,8

15,9%

 Receita Operacional Líquida (excluindo Receita de Construção)

1.565,7

1.829,9

16,9%

 EBITDA Ajustado

160,8

132,2

-17,8%

 Margem EBITDA Ajustado

10,3%

7,2%

 

 Lucro Líquido Ajustado

11,2

20,1

79,1%

 Margem Líquida Ajustada

0,7%

1,1%

 

Fonte: Celesc

* Ajustado por: +R$72,8 milhões relativo à provisão do PDI - Programa de Demissão Incentivada; -R$25,8 milhões decorrente do Processo da Eletrosul (Despacho nº 4.171/2017, que determinou a Eletrosul - Centrais Elétricas S.A devolva a Celesc os valores referentes à remuneração dos investimentos associados às instalações de transmissão necessária ao atendimento do Consumidor Arcelormittal, recebidos em duplicidade pela transmissora. O valor estabelecido foi de R$46,3 milhões, atualizado pelo IPCA acumulado de outubro de 2012 a novembro de 2017 mais juros remuneratórios de 5,59% real ao ano a partir de 2013, sendo contabilizado R$25,7 milhões com recuperação de despesas e o restante como receita financeira).

 

Por Lau Maccarini (Assessoria de Comunicação Celesc)