Holding Florianópolis

Relatório de Sustentabilidade 2015

1. Mensagem da Administração


1.1 Nos Trilhos da Sustentabilidade

Em 2015, estudo realizado pela consultoria alemã Roland Berger com 230 companhias de energia destacou que as empresas elétricas brasileiras adquiriram grande capacidade de adaptação em relação às estrangeiras por operarem num ambiente sujeito a grandes mudanças regulatórias. Isso fez com que adquirissem disciplina fiscal e desenvolvessem modelos de gestão eficientes.

 

Esse reconhecimento trouxe ainda mais brilho ao marco grandioso que viveu a Celesc no ano em que comemorou seis décadas de existência e passou, com êxito, por dois complexos processos corporativos: renovação do contrato de distribuição pela Celesc Distribuição e retomada da concessão para cinco usinas da Celesc Geração.


Estes são feitos que coroam o empenho de uma companhia que se mantém ao lado dos seus clientes, suprindo a energia necessária para atender ao seu desenvolvimento econômico e social, com responsabilidade estratégica.


Nos últimos anos, especialmente desde 2011, com a execução do Plano Diretor Celesc 2030, temos nos dedicado ao constante aprimoramento dos processos corporativos, de forma a atuar de acordo com as diretrizes de sustentabilidade em todos os seus âmbitos: econômico, social e ambiental. Além disso, o cumprimento de metas estabelecidas por meio do Contrato de Gestão entre a Diretoria e o Conselho de Administração e por meio dos Acordos de Desempenho celebrados entre a Diretoria e as demais áreas de trabalho da companhia reforçam esse grande desafio.


A Celesc Distribuição detém hoje indicadores de eficiência e qualidade de serviço superiores à média nacional. A Celesc Geração, por sua vez, caminha com passos firmes no caminho da ampliação da sua capacidade de geração própria. Nossos projetos de P&D garantem a inovação tecnológica para gerar produtos e serviços que possam integrar a carteira de negócios do Grupo Celesc e as ações de eficiência energética são referência nacional por conta do caráter inovador e de sua abrangência. Ao mesmo tempo, nossos projetos de responsabilidade socioambiental primam pelo estímulo à cidadania e ao voluntariado e permeiam as ações da empresa de forma estratégica. O uso de matérias-primas renováveis e a redução na emissão de gases do efeito estufa e de resíduos poluentes estão entre os compromissos firmados pela Companhia, sempre com a constante preocupação de atuar de forma responsável e coerente com diretrizes internacionais de sustentabilidade. Também continuamos comprometidos com os dez princípios do Pacto Global, assumindo e encorajando práticas positivas relacionadas a direitos humanos, trabalho digno, meio ambiente e ações anticorrupção.


O constante aprimoramento da gestão corporativa nos conduziu à implantação de uma área de controle de riscos internos, ao lançamento da nossa Política Anticorrupção e à implantação de um novo sistema de gestão ambiental. Atentos ainda aos impactos da distribuição e geração de energia no meio ambiente, lançamos, em 2015, nossa Declaração de Mudanças Climáticas, em que foram estabelecidas ações que permeiam toda a cadeia produtiva.


Essa retrospectiva mostra que temos caminhado sobre os trilhos da sustentabilidade, tomando-a como princípio, estratégia e linha de atuação e que, com comprometimento recíproco da Diretoria e dos empregados, esse conceito se firma em nossas práticas cotidianas.


Cleverson Siewert
Diretor Presidente do Grupo Celesc

 

1.2 Superando desafios

Com grandes transformações movimentando o setor elétrico brasileiro nos últimos anos, o mercado em que se insere a Celesc também sente as consequências. Em um cenário de incertezas, em 2015, o mercado de energia brasileiro apresentou uma queda de 2,1%¹, após diversos anos de crescimento de aproximadamente 4% ou 5%. As novas exigências do órgão regulador trazem desafios às empresas, que se veem enfrentando inevitáveis ajustes operacionais e financeiros.

Por isso, mais do que nunca, estamos em um momento de grande cobrança sobre a diretoria executiva da Celesc. O que nos tranquiliza é o fato de que trabalhamos em conjunto, com muita cooperação e plena confiança. Tudo o que está sendo realizado pela Companhia segue as diretrizes do Conselho e do órgão regulador. Sabemos das dificuldades que se enfrenta para cumprir as demandas atuais, mas é evidente a diligência de todos os executivos da empresa nesse sentido.

É importante ressaltar que diferenças nos resultados financeiros da Celesc em 2015 em relação ao ano anterior se dão, entre outras razões, pela mudança de cálculo exigida pela Aneel, pela necessidade de investimentos, com queda de recursos internos, ao mesmo tempo em que o setor se encontra em uma situação difícil para conseguir recursos. Mas a Companhia segue trabalhando com ardor em sua adequação financeira, demonstrando resultados efetivos em 2015, assim como nos anos anteriores.

A entrada do Fundo Angra Partners em nossa carteira traz uma nova leitura para os negócios, reforçando o foco no mercado e direcionando esforços para a sustentabilidade econômica da Companhia.

Acreditamos na estratégia de longo prazo da Celesc e seguiremos trabalhando para que ela possa ser concretizada, ajudando o setor de energia elétrica do Brasil a encontrar a estabilidade necessária para seu desenvolvimento sustentável.

 

Pedro Bittencourt Neto

Presidente do Conselho de Administração

 

¹Fonte: http://www.epe.gov.br/mercado/Paginas/Consumodeenergiael%C3%A9tricacai2,1nopa%C3%ADsem2015.aspx

 

2. Processo de relato

 

2.1 Este relatório

Optamos por seguir as Diretrizes GRI G4 "de acordo" – opção Abrangente (Comprehensive), incluindo o Suplemento do Setor de Energia Elétrica. O objetivo das Diretrizes G4 é elaborar relatórios de sustentabilidade relevantes para os públicos de interesse da organização, que incluam informações consideradas mais cruciais e importantes, focando em questões primordiais para o cumprimento de nossas metas e para a gestão de nossos impactos na sociedade. (G4-32)


As informações presentes neste relato se referem ao período de 01 de janeiro a 31 de dezembro de 2015, com exceção dos indicadores relacionados com o inventário de GEE, que dizem respeito ao período de 01 de janeiro a 31 de dezembro de 2014, e consideram a holding e suas subsidiárias (Celesc Distribuição e Celesc Geração) como unidades operacionais importantes. (G4-17, G4-20, G4-28).


Nossos relatórios são publicados anualmente, contendo informações referentes ao ano anterior. O último relatório da empresa, referente ao ano de 2014, foi publicado em abril de 2015, incluindo o reporte de informações financeiras e diretrizes do órgão regulador do setor, a ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica). Este ano, a empresa optou por separar os relatórios, focando em seus diferentes públicos, porém não houve mudança significativa em comparação com anos anteriores no que se refere a escopo, limite ou método de medição, porte, estrutura participação acionária ou cadeia de fornecedores. (G4-13, G4-23, G4-29, G4-30)


O conteúdo deste relatório foi organizado em capítulos que remetem a cada uma das Diretrizes da Celesc, com os temas relevantes reportados de forma clara e de fácil acesso, expressos nos títulos ao longo do texto. Os indicadores GRI estão consolidados no Sumário de Conteúdo GRI G4, ao final do documento, e também aparecem marcados ao longo do texto. (G4-18)


As informações contidas neste relatório foram aprovadas pelo Conselho de Administração e pela Diretoria Executiva, que foi responsável pela aprovação dos temas materiais. O conteúdo passou por verificação externa realizada pela Deloitte Touche Tohmatsu Auditores Independentes. (G4-33, G4-48)

 

2.2 Engajamento com públicos de interesse

Nosso Plano Diretor, Planejamento Estratégico e Plano Regulatório orientam a Gestão Estratégica de Riscos e Controles Internos da Companhia, de forma alinhada às melhores práticas internacionais de governança corporativa, considerando o engajamento de partes interessadas em nosso negócio como aspecto de extrema relevância no direcionamento da gestão corporativa.

Por isso, realizamos uma nova pesquisa de materialidade, para definição de temas relevantes para nossos stakeholders¹, que consistem em: poder público, agentes intrassetoriais, mercado financeiro, público interno, sociedade, órgãos públicos, clientes, fornecedores, imprensa, compartilhadores de infraestrutura. Foram convidados representantes de cada grupo de interesse externo à organização para um painel presencial, com participação de 85 pessoas. O público interno participou de uma pesquisa eletrônica, que recebeu 595 respostas. A última pesquisa foi realizada em 2014.

Foram apresentados 8 temas para avaliação dos stakeholders. Esses temas foram pré-selecionados pelo Diretor Presidente, levando em consideração o momento da empresa no atual cenário brasileiro e principais estratégias da companhia. São eles: Investimento em Infraestrutura e Serviços; Planejamento Estratégico e Orçamentário; Gestão de Riscos; Desenvolvimento Humano; Corrupção; Transparência e Divulgação da Informação; Mudanças Climáticas; Engajamento e Relacionamento com as Partes Interessadas.

Após a pesquisa, os temas considerados materiais para ambos os públicos (internos e externos) foram:

¹Termo em inglês que representa "partes interessadas" ou "públicos de interesse".

 

Investimento em infraestrutura e serviço

Gestão de Riscos

Planejamento estratégico e orçamentário

Transparência e Divulgação da Informação

Corrupção

Desenvolvimento Humano

 

Mudanças Climáticas e Engajamento e Relacionamento com as Partes Interessadas não foram considerados materiais, pois, diante do atual cenário econômico do país e da empresa, questões como investimento e planejamento estratégico foram consideradas mais relevantes no momento.

A partir do resultado da pesquisa, após análise estatística das informações, foi definida a Matriz de Stakeholders, conforme quadro a seguir:

 

2.2.1. Matriz de stakeholders

Untitled-3

 

2.2.2. Matriz de Materialidade

Untitled-444

 

2.3 Diálogos Relevantes

Acreditamos na transparência como elemento essencial para a realização de negócios justos e sustentáveis. Por isso, nossa Política de Responsabilidade Socioambiental prevê o diálogo constante com as partes interessadas. Além disso, a Política de Comunicação Celesc descreve as premissas a serem praticadas por todas as diretorias, assistências, gerências e profissionais das áreas de comunicação. Nosso Código de Ética, fundamentado nos princípios de profissionalização, governança corporativa, transparência da informação e blindagem anticorrupção, também garante uma atuação coerente com os princípios da sustentabilidade.


O atendimento ao consumidor pode ser realizado pessoalmente nas agências de atendimento localizadas em cada um dos municípios onde a Companhia atua, através de telefone (0800) ou pelo website (www.celesc.com.br). No caso dos acionistas o contato pode ser realizado pessoalmente, por telefone, fax, e-mail e twiter. No website (www.celesc.com.br/ri) também é possível encontrar informações relevantes para este público, como resultados trimestrais e anuais, estrutura corporativa da empresa, últimas notícias, calendário de eventos corporativos, atas, comunicados ao mercado, apresentações etc. O banco que custodia as ações de emissão da Celesc é o Itaú Unibanco S.A., que, além de fornecer um atendimento especializado, possui agências em todo território nacional, facilitando o contato com acionistas e investidores.


2.3.1. Poder público
A comunicação que mantemos com esses stakeholders é realizada por meio de audiências públicas, reuniões e sessões. O acompanhamento das falas e discursos que auxiliam na leitura das expectativas é feito, de forma geral, pelo Gabinete da Presidência e pela Diretoria de Assuntos Regulatórios e Jurídicos, a partir do relacionamento com representantes das diversas entidades de classe e pelo monitoramento dos movimentos legislativos em nível estadual e federal, examinando os projetos de lei, MPs e Decretos, com atuação que visa assegurar a preservação dos interesses estratégicos da Companhia.


Também mantemos diálogo com as instituições listadas a seguir, por meio de audiências públicas, sessões em Câmaras de Vereadores e na Assembleia Legislativa, reuniões de associações de moradores, coletivas e releases para a imprensa, recomendações legais, dentre outros canais de comunicação.

 

tabela parte 1

tabela parte 2

tabela parte 3


2.3.2. Agentes intrassetoriais
O ambiente de negócios do setor energético brasileiro é extremamente regulado e fiscalizado e o desenvolvimento da relação com agentes intrassetoriais envolve, principalmente, a participação em audiências, consultas públicas, reuniões deliberativas, encontros e reuniões de debates. Diversas áreas da empresa atuam nesse relacionamento, uma vez que abrange questões muito variadas. A organização desse processo é de responsabilidade da Diretoria de Assuntos Regulatórios e Jurídicos.


Este relacionamento é cultivado por meio da adoção de campanhas setoriais e de classe, audiências públicas, assembleias, reuniões, conferências, debates, simpósios, ação direta em projetos, além de termos de cooperação. Respondemos a questionários de acompanhamento de avaliação de indicadores anuais, participamos em projetos socioambientais nas comunidades locais e ainda interagimos com entidades sem fins lucrativos em parceria com o projeto Jovem Aprendiz.

 

tabela 2

tabela 2 2


2.3.3. Mercado financeiro

Por meio de website específico, jornais de grande circulação e apresentações públicas, divulgamos fatos relevantes, ações e resultados para a comunidade financeira nacional e internacional (investidores, analistas de mercado, órgãos normativos e de fiscalização etc.). Também são promovidas apresentações públicas regulares nos principais centros financeiros do País, road shows, teleconferências trimestrais com analistas de investimentos, entrevistas coletivas para a imprensa e conferências para público interno a fim de divulgar os resultados econômico-financeiros. Promovemos reuniões de APIMECs nas principais regiões brasileiras e participamos de eventos específicos, como Expomoneys. O calendário de eventos com o mercado financeiro, estabelecido anualmente pelo Departamento de Relações com Investidores - DEF/DPRI, contempla eventos de agendamento obrigatório e facultativo.

Nossa relação com o MERCADO FINANCEIRO foi fortalecida a partir de 2011, com a edição do Programa de Comunicação com Investidores. Com 23 ações e oito metas, o programa visa reaproximar a Celesc dos seus tradicionais acionistas, buscar potenciais investidores e despertar interesse do mercado financeiro nacional e internacional para os ativos da Companhia. A divulgação de informações para esses stakeholders deve obedecer, em todas as circunstâncias, a Política de Divulgação de Informações e de Negociação de Ações da Celesc, publicada em 2013, que estabelece as práticas de divulgação e uso de informações.


2.3.4. Público interno
O diálogo constante é essencial para manter um ambiente harmônico com o público interno. Para esse fim, utilizamos diferentes canais de comunicação: correio eletrônico, intranet, videoconferências, jornal interno com edições periódicas e extras, Comissão de Recursos Humanos e Sindicatos. Os empregados também possuem representante no Conselho de Administração e participam da gestão corporativa da empresa por meio de comissões e comitês. Reuniões de planejamento e monitoramento também são realizadas com frequência. Na ausência de reuniões presenciais, a comunicação com as áreas descentralizadas é intensificada por meio de videoconferências, permitindo grande aproximação do corpo diretivo com os empregados em todo o Estado. A comunicação com esse público específico é de responsabilidade de toda a cadeia de liderança Celesc.


2.3.5. Clientes
Mantemos canais de comunicação diretos com os consumidores Celesc. Além de acesso pelo site da empresa, disponibilizamos telefone gratuito para atendimento e tratamento de manifestações e um serviço de mensageria em situações de falta de energia. Buscamos aprimorar nosso relacionamento realizando mensalmente pesquisa com consumidores reclamantes para avaliar a satisfação dos mesmos com relação ao tratamento de sua reclamação. Esses resultados são consolidados trimestralmente por meio de indicador, que é analisado pelo Comitê de Sistema de Gestão da Qualidade (SGQ) e pelo Representante da Direção.


2.3.6. Agentes sociais
No dia a dia, a divulgação de informações junto a esse público é realizada por diversos processos, meios e canais, como campanhas de mídia, repercussão de matérias na imprensa, Twitter, portal eletrônico, postos de atendimento presencial, ouvidoria, SMS. Com o objetivo de aprimorar esse relacionamento, buscamos manter um diálogo constante com entidades representativas, em caráter estadual e regional. Mensalmente, enviamos representantes de nossa Diretoria para reuniões do Conselho de Consumidores e da Federação das Indústrias. Também realizamos reuniões de acordo com a demanda e participamos de eventos com associações comerciais e industriais, levando sempre informações recentes para debates cada vez mais produtivos.


2.3.7. Forncecedores
A comunicação, envolvimento e comprometimento dos fornecedores selecionados são feitos por meio do atendimento às exigências cadastrais disponibilizadas no portal eletrônico e em cláusulas de compromisso dos contratos firmados. Cursos e palestras com esse público visam difundir os princípios da Política de Responsabilidade Socioambiental e os conceitos de segurança no trabalho. A Política de Relacionamento com Fornecedores, publicada em 2011, direciona esses contatos.
Uma questão importante a ser considerada na definição de ações para aproximação com fornecedores é o atendimento às expectativas destes stakeholders sobre a forma como a Celesc especifica equipamentos em relação à nova realidade de mercado e à atual política de remuneração de investimentos.


2.3.8. Órgãos públicos
Nosso diálogo com os órgãos públicos acontece por meio de audiências públicas, reuniões, sessões em Câmaras de Vereadores e na Assembleia Legislativa e comunicações por escrito. Participamos de projetos em parceria com diversas instituições.


2.3.9. Imprensa
O núcleo de assessoria de imprensa, formado atualmente por quatro jornalistas, é responsável pelo atendimento à imprensa regional, estadual e nacional e pela comunicação interna. Suas atribuições incluem a criação de agenda positiva, gerenciamento de pauta crítica, produção de artigos, briefings, cerimoniais, produções gráficas, cobertura fotográfica, redação e produção de relatórios, manuais e afins. As informações divulgadas à imprensa primam pela clareza e autenticidade, de acordo com o que determina a Lei de Imprensa, o Código de Defesa do Consumidor, o Código de Ética da Celesc, o Manual de Comunicação e as Instruções Normativas vigentes.


2.3.10. Compartilhadores de infraestrutura
Este grupo inclui as empresas que compartilham o uso de nossa rede elétrica (operadoras de TV a cabo, telefonia e internet). O contato acontece por demanda e em situações estratégicas.


2.4 Levantamento de Expectativas

Guiados por nossa Política de Responsabilidade Socioambiental, realizamos, anualmente, um levantamento de expectativas entre nossos empregados e prestadores de serviço residentes, com o objetivo de identificar seu nível de percepção e expectativas acerca do Sistema de Gestão de Responsabilidade Socioambiental da Celesc. Neste ano, 491 empregados responderam ao questionário online, promovendo uma visão participativa e crítica sobre nossa gestão na área.

 

Para 52,7% dos respondentes, a Celesc se esforça para manter uma melhoria contínua de suas atividades que executa. De acordo com 62,5%, a Celesc cumpre as leis pertinentes ao tipo de atividade que executa, em especial a legislação do setor elétrico e ambiental, e aquelas relacionadas à saúde e segurança de seus empregados e prestadores de serviço. Além disso, 75% dos respondentes acreditam que a Celesc respeita os direitos humanos de suas partes interessadas.


Alguns aspectos dos diversos temas da pesquisa foram ressaltados como críticos para a Celesc: o rigor na fiscalização das questões de segurança, avaliação dos serviços prestados por fornecedores, cuidados ambientais, interação com comunidades locais, programas sociais e campanhas educativas, investimentos em tecnologias, entre outros. Diante dos resultados da pesquisa, elaboramos um cronograma de ações que visa atender às expectativas levantadas, que será monitorado por meio de indicadores socioambientais específicos.

 

figura

 

2.5 Desafios para o próximo ano

No momento da realização da pesquisa, foi solicitado aos participantes que identificassem desafios para a empresa no próximo ano. Com a análise das respostas, percebeu-se uma grande preocupação por parte de todos os stakeholders com relação às práticas de Governança Corporativa da Companhia e ao engajamento e atendimentos às expectativas das partes interessadas.


Sustentabilidade apareceu como um aspecto crítico para 26% dos empregados, mas apenas em 4% dos demais públicos. Já o tema transparência e combate à corrupção representa um desafio para 25% dos stakeholders externos e apenas para 10% dos empregados. (G4-27)


2.5.1. Empregados

 

figura 2

 

2.5.2. Demais stakeholders

 

figura 3

 

3. A Celesc

 

3.1 Missão, Visão e Valores (G4-42, G4-56)

 

tabela 3

 

O Conselho de Administração, assim como a Diretoria Executiva, participam ativamente da construção e revisão do plano Diretor e do planejamento estratégico da companhia. Para tanto, o conselho participa de seminários de planejamento estratégico coordenados pela Companhia. (G4-42, G4-43)


3.2 Atuação (G4-3, G4-4, G4-6, G4-9, G4-17)

Começamos nossa trajetória como Centrais Elétricas de Santa Catarina S.A. (Celesc) em 1955, quando passamos a operar como empresa de eletricidade no estado. Em 2006, atendendo à legislação do setor elétrico nacional, que passou a trabalhar as atividades de geração e distribuição de forma desverticalizada, a Celesc foi estruturada como Holding, estreando como um dos 100 maiores grupos empresariais do Brasil, com reconhecimento nacional e internacional pela qualidade dos serviços.

Atendemos o mercado de energia elétrica brasileiro, mantendo negócios nas áreas de Distribuição, Geração e Transmissão de energia. Dentro de nossa visão estratégica empresarial, prevemos investimentos em geração, transmissão, telecomunicações, eficiência energética e iluminação pública.

A Holding é formada por duas subsidiárias integrais, a Celesc Geração S.A. e a Celesc Distribuição S.A., controla a Companhia de Gás de Santa Catarina (SCGAS) e mantém participações nas empresas Dona Francisca S.A. (DFESA), Empresa Catarinense de Transmissão de Energia Elétrica (ECTE), Companhia Catarinense de Água e Saneamento (CASAN) e Usina Hidrelétrica Cubatão S.A., além de outras pequenas participações acionárias. Não possuímos usinas nucleares.


Atualmente, nossos negócios estão focados nas áreas de Distribuição, Geração e Transmissão de energia. Empregando um total de 3.329 pessoas em 31 de dezembro de 2015, alcançamos uma receita líquida de R$ 12.720.825,00 no ano.

 

3.3 Estrutura societária (G4-7)

Como uma sociedade de economia mista, temos o estado de Santa Catarina como acionista majoritário, detentor de 50,18% das ações ordinárias da Companhia, correspondentes a 20,20% do capital total.

 

figura 4

 

3.4 Desempenho operacional

figura 5

 

 

3.4.1. Celesc Distribuição S.A. (G4-8)
A Celesc Distribuição é responsável por serviços de distribuição de energia elétrica, principal atividade do Grupo Celesc. A subsidiária é a sexta arrecadadora de ICMS do Estado de Santa Catarina, a sétima maior distribuidora em volume de receita, a sétima em volume de energia fornecida e a décima em número de unidades consumidoras.


Nossa área de concessão corresponde a 92% do estado de Santa Catarina, oferecendo serviços a 264 dos 295 municípios catarinenses e ao município de Rio Negro, no Paraná, atendendo mais de 2,7 milhões de unidades consumidoras, das quais 3,9% da classe de consumo A, correspondendo a 42% do faturamento da empresa.

 

tabela 4

 

Atuamos ainda no suprimento de energia elétrica para o atendimento de quatro concessionárias e 11 permissionárias, responsáveis pelo atendimento dos demais 31 municípios catarinenses. Não contabilizamos unidades consumidoras não atendidas.

 

tabela 5

 

tabela 5 parte 2

 

Contamos, ainda, com 149 mil km de linhas de distribuição e transmissão, todas de 60 a 230 kw de tensão.

 

tabela 6

 

tabela 6 parte 2

 

3.4.1.1. Qualidade no Atendimento
Regulamentados pela ANEEL, dois indicadores específi cos, DEC (Duração Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora) e FEC (Frequência Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora), avaliam o desempenho das concessionárias quanto à continuidade do serviço prestado de energia elétrica por unidade consumidora.


O Departamento de Engenharia e Planejamento do Sistema Elétrico da Celesc existe para gerenciar e assegurar a disponibilidade e confiabilidade do fornecimento de eletricidade a curto e longo prazo. O departamento é responsável pelo planejamento de construção de subestações e de linhas de distribuição e por projetos de eficiência energética, bem como pelo acompanhamento mensal de interrupções de fornecimento. Em 2015, o total de interrupções foi de 118.637.

 

tabela 7

 

tabela 7 parte 2

 

Como resultado de nosso trabalho junto aos clientes, em 2015, nosso índice de satisfação ficou em 83,7%, de acordo com pesquisa realizada anualmente, que também demonstrou uma satisfação de 60,6% com relação a nossos serviços de atendimento, 57,9% para os serviços de distribuição, e 59,1% para outros aspectos. (G4-PR5) (G4-DMA)

 

tabela 8

 

Atribuímos a redução do índice de satisfação de nossos clientes à crise econômica brasileira do ano de 2015, que surtiu efeitos negativos sobre o setor elétrico. A compra de energia e os encargos determinaram os fortes aumentos tarifários percebidos pelos consumidores. A tarifa compreende,  entre seus componentes, custos que não são gerenciados pelas distribuidoras de energia elétrica, como por exemplo o valor da energia (comprada em dólar) e os custos com geração termelétrica (mais cara do que a hidrelétrica) que é influenciada pelo volume pluviométrico.

Entre os reajustes tarifários, a diferença dos gastos previstos em relação ao realizado é repassada à tarifa de energia, promovendo modicidade tarifária negativa ou positiva. Os componentes de encargos e tributos constantes na fatura não contribuíram diretamente para a modicidade tarifária e a operação da distribuidora foi pouco expressiva no resultado final da tarifa, impactando minimamente nos índices de reajuste e revisão.


O custo da energia elétrica aumentou significativamente a partir de 2012 ultrapassando o EBITDA do setor de distribuição. Para impedir o impacto na conta de luz o governo federal expediu e em 2013, o decreto 7.945/13, que disponibilizou R$ 9,6 bilhões da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) como subsídio e,  em 2014, através dos decretos 7.945 e 8.221, mais R$ 22 bilhões foram repassados para o mesmo fim.


Mesmo assim, as distribuidoras assumiram custos adicionais da ordem de R$ 1,4 bilhão já no primeiro quadrimestre de 2014. Além disso, em 2015, houve atrasos nos repasses do Tesouro que recompunham a CDE em função da necessidade do governo de cumprir as metas de superavit primário.


Tudo isso fe com que o consumidor sentisse o choque do realismo tarifário, com diminuição dos subsídios e a implantação de bandeiras tarifárias para financiar o custo adicional com o uso das termeletricas. Os reajustes tarifários foram expressivos no sul do país, ficando em uma média de 28,7%, enquanto a média nacional foi 23,4%.


Nesse contexto o incremento da inadimplência e perdas comerciais, bem como a retração do mercado de energia comprometeram a operação da distribuição e impactaram o índice de satisfação dos clientes. A Celesc conseguiu recompor sua tarifa em 23,21% pelo reajuste anual de agosto de 2014, 24,8% com a revisão extraordinária de março de 2015, 3,61% com o reajuste anual de agosto de 2015 e com o faturamento proveniente das bandeiras tarifárias vigentes desde janeiro de 2015.


Por outro lado, não recebemos, em 2015, nenhuma queixa relativa à violação de privacidade e perda de dados de clientes através de nossa ouvidoria. Após o registro de qualquer reclamação pela ouvidoria, a manifestação é encaminhada para a área responsável, que trata o assunto, conforme descrito na página 118 deste relatório (item Conduta Celesc). (G4-PR8) (G4-DMA)


Para permitir aos consumidores identificar claramente os produtos e serviços que oferecemos, disponibilizamos nas faturas de energia elétrica diversas informações relacionadas ao consumo, bem como comunicados específicos de atraso de pagamento e indicadores de continuidade. Essas informações cumprem as exigências da Aneel – Agência Nacional de Energia Elétrica. (G4-PR3) (G4-DMA)

 

tabela 9

 

Além disso, como concessionária de distribuição, atendemos ao Procedimento de Distribuição (PRODIST), pelo qual devemos encaminhar para a ANEEL nosso Plano de Desenvolvimento da Distribuição (PDD). O plano é revisado anualmente e compreende os investimentos previstos para os próximos 10 anos na alta tensão e 5 anos na média e baixa tensão.


O PDD é elaborado com base no plano de Investimentos para o Sistema Elétrico da concessionária de distribuição, que define as obras necessárias para que o sistema possa atender ao crescimento do mercado e aos padrões de qualidade estabelecidos pelo órgão regulador. (G4-EU10) (G4-DMA)

 

3.4.1.2. Energia Contratada Por Fonte (G4-EU10)

 

tabela 10

 

A compra de energia para atender à demanda projetada somente é realizada via leilões, em que não existe a possibilidade da escolha da fonte geradora. Não há negociação direta entre a geradora e a Distribuidora do grupo. São realizados mecanismos de ajustes ao longo do ano para comprar ou devolver contratos, buscando o equilíbrio entre a demanda e o que é contratado.

 

3.4.2. Celesc Geração S.A.

Criada em 2006, é responsável pela operação, manutenção e expansão de nosso parque gerador formado por 12 usinas hidrelétricas com capacidade total instalada de 106,75 MW³, e produção líquida de energia de 155,324 GWh, por meio de fonte primária hidráulica e sistema regulatório público. O fator de disponibilidade média de nosso parque gerador é de 84,4%, ponderado pela potência das máquinas. (G4-EU1, G4-22)

Seguindo diretrizes do Plano Decenal da Aneel, para diversificar a matriz energética brasileira com menores impactos socioambientais, também investimos em Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCH's), que representam um grande potencial gerador, com níveis relativamente baixos de intervenção no ambiente e na sociedade.

A tabela a seguir apresenta a produção de nossas usinas, evidenciando aumento de produtividade no ano de 2015, em comparação com o período anterior.

 

³Retificamos a informação do Relatório de Sustentabiidade 2014, informando que o valor correto de capacidade total instalada é de 106,75 MW.

 

3.4.2.1. Produção em GWh – G4-EU2

 

tabela 11

 

Os dados apresentados representam a Geração Líquida, ou seja, já descontando perdas e consumo interno das Usinas.

 

3.4.3. Companhia de Gás de Santa Catarina (SCGÁS) (G4-8)

A Celesc também controla, desde 2007, a SCGÁS (Companhia de Gás de Santa Catarina), com 51% das suas ações ordinárias, correspondentes a 17% do seu capital social. Trata-se da segunda maior distribuidora de gás canalizado em número de municípios atendidos no Brasil. O Estado conta com o maior número de indústrias atendidas pela rede de gás canalizado, e também com a terceira maior rede de postos de Gás Natural Veicular do País.

A SCGÁS atua como uma sociedade de economia mista e tem como acionistas: Celesc, Gaspetro, Mitsui Gás e Infragás.

 

figura 6

 

3.4.4. Empresa Catarinense de Transmissão de Energia (ECTE)

A empresa, que entrou em operação em 2002, assegura o fornecimento de energia à região leste e litoral do estado de Santa Catarina, e é fruto de uma parceria entre investidor privado e setor público. A Celesc detém 30,88% de suas ações. Com o objetivo de explorar linhas de transmissão de energia elétrica nas regiões Sul, Sudeste e litoral de Santa Catarina, a ECTE é proprietária da LT SE Campos Novos – SE Blumenau, com 252,5 km de extensão, responsável pelo transporte de cerca de 20% da energia assegurada para suprimento da demanda na área de concessão da Celesc.

 

figura 7

 

3.4.5. Dona Francisca Energética S.A. (DFESA) (G4-8)

A Celesc detém 23,03% das ações ordinárias da empresa. Proprietária da Usina Hidrelétrica Dona Francisca, a DFESA é uma concessionária produtora independente de energia elétrica. Com capacidade instalada de 125MW e energia assegurada de 78MW, o empreendimento no rio Jacuí, Rio Grande do Sul, foi inaugurado em maio de 2011.

 

figura 8

 

3.4.6. Companhia Catarinense de Água e Saneamento (CASAN)

A Companhia planeja, executa, opera e explora os serviços de esgoto e abastecimento de água potável no estado, além de realizar obras de saneamento básico em convênio com os municípios. A Celesc detém 15,5% do capital social da empresa, que constitui uma sociedade de economia mista de capital aberto, controlada pelo Governo do estado de Santa Catarina. Os serviços prestados pela empresa atendem a uma população de 2,3 milhões de pessoas com água tratada e 319 mil com coleta, tratamento e destino final de esgoto sanitário.

 

figura 9

 

3.4.7. Usina Hidrelétrica Cubatão

Localizada em Joinville, esta sociedade de propósito específico tem 40% de suas acções controladas pela Celesc e conta com potência instalada de 50MW. Após enfrentar entraves ambientais, o projeto foi totalmente revisado em 2007 e novas técnicas de construção foram adotadas, permitindo a retomada do processo de licenciamento, que se encontra em análise pelos órgãos competentes.

 

figura 10

 

3.5 Compromissos voluntários (G4-15)

Assumimos compromissos voluntários para a promoção da responsabilidade socioambiental e de políticas públicas que beneficiem a sociedade como um todo, conforme descrito a seguir. Os compromissos são voluntários e ligados à estratégia da empresa, por isso, estão no acordo de desempenho e contrato de resultados com indicadores e metas. A adesão a esses movimentos é parte de nossa política socioambiental, que busca repercutir nossas ações também na cadeia produtiva.

Essas participações são gerenciadas dentro do projeto Índice de Sustentabildiade Empresarial Bovespa (macroProcesso) e acompanhadas trimestralmente para garantir que as metas sejam monitoradas. Além disso, prestamos contas por meio de relatórios específicos e das Diretrizes, Objetivos, Metas e Indicadores Sociambientais e pelo SGSA - Sistema de Gestão Socioambiental, utilizado para acompanhar as açõesa socioambientais da empresa. Desde 2014, todos os processos socioambientais, incluindo os compromissos voluntários, são auditados por organização certificadora acreditada externa - OCA. (DMA)

 

3.5.1. Pacto Global

Manifestamos nosso comprometimento com a promoção de ações de responsabilidade socioambiental ao aderir, em 2006, aos 10 Princípios Universais do Pacto Global. A iniciativa da Organização das Nações Unidas (ONU) tem o objetivo de mobilizar a comunidade empresarial internacional para a adoção, em suas práticas de negócio, de valores fundamentais nas áreas de direitos humanos, relações de trabalho, meio ambiente e combate à corrupção.

www.pactoglobal.org.br

 

3.5.2. Objetivos do Milênio
Em sinergia com o Pacto Global, os Objetivos do Milênio, programa da ONU, visam consolidar conceitos básicos da cidadania, assim como melhorar a qualidade de vida no planeta. Em 2013, promovemos a campanha "8 Jeitos de Mudar o Mundo", idealizada pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) e pelo movimento nacional Nós Podemos. Além disso, fomentamos a construção de comitês locais, como por exemplo, os comitês municipais em construção de Jaraguá do Sul, no norte do estado catarinense, e de Itajaí, bem como o comitê de Criciúma, já bastante atuante, que escolheu o combate à mortalidade infantil, a saúde da gestante e aleitamento materno como objetivos a serem trabalhados no município.
www.pnud.org.br/ODM.aspx


3.5.3. Pacto Empresarial pela Integridade e Contra a Corrupção
Somos signatários do pacto, criado para unir empresas com o objetivo de promover um mercado mais íntegro e ético e erradicar o suborno e a corrupção no País. Assim, assumimos o compromisso de divulgar, por meio de campanhas educativas para seus funcionários e partes interessadas, a legislação brasileira anticorrupção, para que seja cumprida integralmente. Além disso, todos os integrantes deste Pacto se comprometem a combater qualquer forma de suborno, trabalhar pela legalidade e transparência de informações e colaborar em investigações, quando necessário.
http://empresalimpa.org.br

 

3.5.4. Campanha "O que você tem a ver com a corrupção?"
Em 2013, aderimos à campanha "O que você tem a ver com a corrupção?", idealizada pelo Ministério Público de Santa Catarina, que disponibiliza informação e promove práticas anticorrupção em toda a sociedade. A campanha trabalha sob a premissa de que apenas com a formação de cidadãos conscientes, comprometidos com a ética, a moral, a cidadania e a honestidade é possível construir uma sociedade livre da corrupção. Divulgamos a campanha por meio de palestra para o público interno, mensagem na fatura de energia elétrica e cartazes nas unidades de negócio.
www.oquevocetemavercomacorrupcao.com


3.5.5. Cadastro das Empresas Pró-Ética
Fazemos parte do Cadastro Nacional de Empresas Comprometidas com a Ética e a Integridade, iniciativa da Controladoria Geral da União e do Instituto Ethos, que avalia e divulga as empresas voluntariamente engajadas na construção de um ambiente de integridade e confiança nas relações comerciais, incluindo aquelas que envolvem o setor público.
www.cgu.gov.br/empresaproetica


3.5.6. Pacto Nacional Contra o Trabalho Escravo no Brasil
Somos signatários da iniciativa, que tem o objetivo de implantar ferramentas para que o setor empresarial e a sociedade brasileira não comercializem produtos de fornecedores que usaram trabalho escravo. Assim, nos comprometemos a incrementar esforços visando dignificar e modernizar as relações de trabalho em nossa cadeia produtiva. Desde 2006, também consultamos o cadastro de "empresas sujas" do Ministério do Trabalho e não contratamos fornecedores que estejam na lista.
www.reporterbrasil.org.br/pacto/

 

3.5.7. Fundação Abrinq
Desde 2003, a Celesc é considerada "Empresa Amiga da Criança" pela Fundação Abrinq, organização social que trabalha pelo respeito aos direitos da criança e do adolescente por meio de programas na área de educação, saúde e proteção. Nesse sentido, mantemos práticas responsáveis e desenvolvemos ações que beneficiem esse público, como por exemplo, os projetos de eficiência energética "Energia do Bem", "Escola + Clara", entre outros.
www.fundabrinq.org.br


3.5.8. Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social
Incorporamos em nosso negócio o conceito de Responsabilidade Social Empresarial (RSE), utilizado pelo Instituto Ethos: "Responsabilidade Social é a forma ética e responsável com que a empresa desenvolve todas as suas ações, suas políticas, suas práticas, suas atitudes, tanto com a comunidade quanto com a sua força de trabalho. Enfim, a forma como age com todos os seus públicos, interna e externamente".


Essa prática social, da qual a empresa é signatária, surgiu a partir do movimento de conscientização das empresas para participar do ambiente social, uma vez que representam um agente transformador nesse contexto, promovendo práticas que valorizem aspectos éticos ligados à cidadania e gerem melhoria da qualidade de vida, incluindo o respeito ao meio ambiente e aos recursos naturais.
www.ethos.org.br


3.5.9. Programa Na Mão Certa
A Celesc realiza palestras contra a exploração sexual infanto-juvenil nas rodovias e outras ações em parceria com o Programa Na Mão Certa, adesivando sua frota de veículos e realizando a entrega de panfletos para motoristas em frente aos postos da Polícia Rodoviária Federal. As ações acontecem sempre no dia de 18 de maio.
www.namaocerta.org.br

 

4. Resultados

 

4.1 Estrutura de Governança Corporativa (G4-34)


4.1.1. Assembleia Geral
A Assembleia Geral representa nosso órgão soberano, convocado e instalado de acordo com a Lei das Sociedades por Ações e com o Estatuto Social da Empresa. O órgão verifica as ações adotadas pela administração e toma as resoluções necessárias e convenientes à defesa e ao desenvolvimento do objeto social da Celesc.


4.1.2. Conselho de Administração (CA) (G4-38, G4-40)
Formado por treze integrantes, sendo no mínimo 20% deles independentes e um eleito pelos empregados, o conselho tem a missão de cuidar e valorizar o patrimônio da empresa, bem como maximizar o retorno dos investimentos realizados. Não há suplentes no Conselho de Administração.

 

tabela 12

 

De acordo com nosso estatuto social, o presidente da Companhia não tem permissão para ser também Presidente do Conselho de Administração e deve ser avaliado pelo Conselho. Os acionistas ordinaristas minoritários e os preferencialistas também têm garantido o direito de eleger um representante para o Conselho de Administração. (G4-39)


O órgão realiza autoavaliação anual e é responsável por garantir que normas legais, regulamentares e disposições contratuais sejam seguidas fielmente, acompanhando diretamente os relatórios e estudos elaborados pelo Departamento de Gestão de Riscos. (G4-44)


Para evitar conflitos de interesse com as várias partes interessadas, cabe ainda ao Conselho zelar pela fiel observância das normas legais, regulamentares e disposições contratuais pertinentes à prestação dos serviços de energia elétrica concedidos. Contudo, não adotamos nenhum mecanismo específico para identificar conflitos de interesses nas Assembleias Gerais de Acionistas. Eventuais conflitos identificados são administrados pelo presidente da Assembleia e no tocante às regras de identificação e administração de conflitos de interesses a Companhia se utiliza de juízo arbitral. A divulgação desses conflitos é apresentada no Formulário de Referência da BOVESPA. (G4-41)

 

4.1.3. Diretoria Executiva
A Diretoria Executiva é formada por oito diretores, indicados e aprovados pelo Conselho de Administração. Atualmente, a Holding concentra a presidência das subsidiárias integrais e as atividades funcionais, como processos administrativos e financeiros. A politica de remunueração dos Diretores e Conselheiros é estabelecida pelo Conselho de Administração considerando o montante global dos custos projetados pelos profissionais da Empresa, não envolvendo consultoria externa ou opinião de stakeholders.(G4-51, G4-52, G4-53)


A delegação de competências para os executivos da companhia se dá por meio do estatuto social da companhia, aprovado por Assembleia Geral de Acionistas. Para os demais níveis hierárquicos as delegações ocorrem através de instruções normativas e deliberações, ambas aprovadas pela Diretoria Executiva (G4-35)

 

A companhia não utiliza plano de remuneração baseado em ações, adotando em relação aos membros do Conselho de Administração o pagamento exclusivo de remuneração fixa e em relação à Diretoria Executiva, remuneração fixa e variável.

 

tabela 13

 

O Diretor de Finanças e Relações com Investidores é responsável pelos tópicos econômicos, ambientais e sociais e se reporta diretamente ao Conselho de Administração. (G4-36)

 

4.1.4. Conselho Fiscal (G4-38)

O conselho analisa as Demonstrações Financeiras e discute os resultados da Companhia com os auditores independentes, com o objetivo de garantir a exatidão dos números apresentados.

 

tabela 14

 

4.1.5. Comitês de Assessoramento ao CA (G4-38)

 

tabela 15

 

Também contamos com o Comitê de Sustentabilidade, constituído para tratar das questões relacionadas ao tripé Economia, Meio Ambiente e Sociedade. Integram o Comitê, executivos da Companhia (diretores) e representante do Conselho de Administração. Além disso, a Companhia estimula a participação dos conselheiros de administração em eventos relecionados a esses temas, porém, não possui medidas padronizadas de monitoramento (G4-36, G4-43)

 

4.2 Gestão de Riscos (G4-2, G4-45, G4-46) 

Acreditamos que para alcançar os objetivos do nosso Plano Diretor, é necessário atuar de forma diligente, avaliando e monitorando riscos, a fim de mitiga-los e de reduzir potenciais efeitos negativos sobre nossos negócios. Nesse sentido, nosso processo de gestão de riscos contribui para preservação do valor do Grupo e o alcance dos objetivos da Companhia, atuando em gestão estratégica e controles internos e contando com uma Política de Gestão Estratégica de Riscos e Controles Internos, que formaliza princípios, objetivos, diretrizes e responsabilidades, além de Normativas que definem os procedimentos e responsabilidades da empresa.

A implantação de tais processos é realizada pela Diretoria de Planejamento e Controle Interno, com acompanhamento do Comitê Executivo de Gerenciamento Estratégico de Riscos e Controles Internos. Assuntos de maior relevância são encaminhados à Diretoria Executiva e reportados ao Conselho Administrativo.

Nosso ciclo de Gestão Estratégica de Riscos inclui a identificação e revisão dos riscos da Companhia, classificados em quatro classes: Estratégica, Financeira, Compliance e Operacional. Estas classes contemplam dez categorias e 36 riscos identificados, conforme abaixo:

 

4.2.1. Árvore de Riscos Celesc

 

figura 11

 

A Árvore de Riscos da Celesc é revisada e atualizada anualmente, com aprovação do Conselho de Administração, que trimestralmente, analisa os impactos, riscos e oportunidades derivados de questões econômicas, ambientais e sociais por meio de seus comitês de assessoramento. Cada um desses riscos potenciais é avaliado quanto à sua probabilidade de ocorrência e o impacto que pode gerar na organização. A consolidação destas avaliações resulta no Mapa de Riscos da Celesc, com quatro ondas de criticidade, conforme exemplo no gráfico a seguir. (G4-47)

 

4.2.2. Mapa de Riscos da Celesc

 

figura 12

 

Nosso objetivo com a análise desses cenários de riscos é atuar de forma preventiva, evitando ou reduzindo impactos sobre nosso negócio, sem comprometer o alcance dos objetivos estratégicos traçados pela organização. Para tanto, priorizamos nossa atuação nos riscos de maior criticidade, a partir da onda vermelha, realizando análise dos fatores de risco que podem contribuir para sua ocorrência e aprofundando a avaliação de sua probabilidade e impacto. A partir daí, é possível estabelecer planos de ação específicos, com metas e prazos, incluindo o monitoramento de indicadores quantitativos.


Os riscos são apresentados ao Comite Jurídico e de Auditoria e, caso solicitado, ao Conselho de Administração. A implantação de tais processos é realizada pela Diretoria de Planejamento e Controle Interno, com acompanhamento do Comitê Executivo de Gerenciamento Estratégico de Riscos e Controles Internos e monitoramento por parte do Conselho de Administração.


Em 2015, com auxílio de consultoria externa, mapeamos quatro macro-processos considerados críticos para nossa área de controles internos, restando nove para finalizar em 2016. Ao mesmo tempo, desenvolvemos mecanismos para minimizar riscos que afetem nossa estratégia.


Os riscos mapeados e validados pelo Conselho de Administração no último ano foram:

 

tabela 16

 

Os seguintes riscos estão em fase final de conclusão, finalizando o mapeamento da primeira onda de criticidade atual:

 

tabela 17

 

Os temas mapeados incluem aspectos relavantes de sustentabilidade, que são, assim, considerados em nossas análises de riscos, impactos e oportunidades, assim como as ações que realizamos como consequência dessas avaliações, conforme descrito neste relatório.


Além disso, seguimos o Princípio da Precaução, definido na conferência RIO 92, que prega uma atuação preventiva contra riscos potenciais ainda não identificados. Este princípio afirma que a ausência da certeza científica formal e a existência de risco de um dano sério ou irreversível requer a implantação de medidas que possam prever este dano. (G4-14)


4.3 Gestão Financeira

Nos últimos anos, temos direcionado nossos esforços para a otimização de nosso orçamento, buscando eficiência e qualidade em todos os processos internos, sem deixar de investir em nossas operações e projetos de inovação.


Em 2015, o valor econômico gerado (EVG) do Grupo Celesc ficou equiparado ao seu valor econômico distribuído (EVD), ultrapassando R$ 12 bilhões. A maioria dos gastos da holding ficou distribuída entre custos operacionais e pagamentos ao governo, conforme descrito na tabela a seguir. (G4-EC1) (G4-DMA)

 

tabela 18

 

No orçamento de 2016, a Celesc Distribuição pretende investir R$ 314,6 milhões, sendo R$ 291,3 milhões a serem aplicados diretamente na rede de distribuição e R$ 23,3 milhões destinados à aquisição de veículos, mobiliários, equipamentos gerais, edificações e tecnologia da informação.


Já na Celesc Geração, serão investidos R$ 102 milhões, sendo R$ 80 milhões de outorga e R$ 22 milhões na ampliação e melhoria das usinas, além de R$ 35 milhões reservados para o desenvolvimento de Novos Negócios.

 

Desta forma, serão investidos pelo Grupo (Distribuição, Geração e Novos Negócios) R$ 451,6 milhões. Estes investimentos projetarão a empresa para um novo patamar de desenvolvimento, maximizando a rentabilidade do capital e criando sinergia com produtores, fornecedores e público em geral, melhorando os indicadores de qualidade, aumentando a expansão da rede, transportando energia para as regiões mais distantes. (G4-EC7) (G4-DMA)


Além disso, nossas atividades apresentam diversos impactos positivos na economia regional, especialmente ao estimular uma vasta rede de suprimentos, operando diariamente com fornecedores de todo Estado, criando emprego e renda nos municípios, sem contar o fato de que a energia é insumo vital para qualquer indústria, contribuindo para produção, criando emprego e aumentando a produtividade no estado.


Ao mesmo tempo, contamos com diversos programas voltados para a área social (geração emprego, renda e inclusão social), incluindo a Tarifa Social (tarifa mais baixa para famílias de baixa renda), e outros, conforme descrito no capítulo Responsabilidade Socioambiental. (G4-EC8) (G4-DMA)

Em 2015, recebemos mais de R$ 22 milhões de incentivo financeiro do governo, destacando: (G4-EC4)
• R$ 14.500.000,00 relativos ao repasse do Fundo Social, conforme art. 2º da lei 13.334;
• Subvenção de R$ R$ 8.133.526,95.

 

figura 13

 

5. Inovação

 

5.1 Pesquisa e Desenvolvimento

Em 2015, investimos mais de 18 milhões em Pesquisa e Desenvolvimento, 1,8 milhão em projetos de Eficiência Energética e 15,8 milhões em tecnologias de transmissão e distribuição. Com isso, mantemos nossa posição de inovação no setor, promovendo avanços tecnológicos e de processos, em busca da melhoria contínua.

 

tabela 19

 

5.2 Mudanças Climáticas (G4-EC2) (G4-DMA)

Estamos atentos às novas realidades globais e aos impactos das condições climáticas adversas, tanto na vida das pessoas como nos nossos negócios, e mantemos nosso compromisso com a construção de um mundo melhor para todos. Por isso, formalizamos, em 2015, nossa Declaração sobre Mudanças Climáticas, expressando a posição da Companhia sobre o assunto.

Um dos impactos diretos das alterações climáticas provocadas pelo aquecimento global para a Celesc são os constantes rompimentos de redes elétricas causadas por vendavais e chuvas intensas, ou mesmo tornados, como os que vêm ocorrendo no estado de Santa Catarina, com graves consequências sócioeconômicas para os consumidores e a Companhia. Por isso, trabalhamos para concluir, em 2015, o projeto "Padrão de Rede de Distribuição de Energia Elétrica de Media Tensão para Instalação em Regiões Sujeitas a Rajadas de Vento de Alta Intensidade".

Os resultados da pesquisa, em conjunto com outros projetos de P&D correlatos, subsidiam a área técnica para a implantação de melhorias de redes de distribuição de energia elétrica nas áreas sujeitas a intempéries, bem como em áreas com alta densidade de vegetação e de reflorestamentos.

A aplicabilidade dos resultados, de acordo com informações do Departamento de Engenharia e Planejamento do Sistema Elétrico (DPEP)/Divisão de Engenharia e Normas (DVEN), é transformada em diretrizes para melhorias de redes na área rural. Até fevereiro de 2016 deverão ser instalados 40 km de rede monofásica e 15 km de trifásicas em zonas rurais, seguindo as novas diretrizes para acompanhamento de desempenho.

 

As informações referentes ao indicador G4-EC2 referem-se apenas à Celesc Distribuição

 

6. Comprometimento

 

6.1 Responsabilidade na Cadeia de Valor (G4-HR1)

Estamos atentos à nossa responsabilidade junto aos nossos parceiros de negócio. Por meio de nossa Política de Responsabilidade Socioambiental, procuramos, cada vez mais, melhorar processos e construir possibilidades de inclusão social, de respeito ao meio ambiente e transparência em todas as ações corporativas, com expansão dessa perspectiva para toda nossa cadeia produtiva.

O grupo não reporta detalhadamente as informações da cadeia de valor, pois ainda não possui os controles de gestão necessários para segregar tais informações. Contudo, estamos trabalhando para melhorar nossa gestão de fornecedores, conforme descrito a seguir. (G4-HR1) (G4-DMA)

 

6.2 A Cadeia de Valor Celesc (G4-12)

Atualmente, a cadeia de suprimento de energia no Brasil é formada, essencialmente, por geração, transmissão e distribuição e é inteiramente regulada pelo Governo por meio da ANEEL e da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), que estabelecem a necessidade de novos fornecedores, dos mecanismos de determinação de preços e da forma de contabilização e pagamento para cada agente. A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) elabora o Plano Decenal de Expansão de Energia Elétrica, prevendo a demanda e identificando as características das fontes geradoras de energia.

No caso de empresas com foco em distribuição, como é o caso da Celesc, os agentes mais importantes da cadeia de valor são as empresas de geração. Além disso, fornecedores de bens e serviços em geral também representam parceiros importantes.

A identificação de novos produtos e fornecedores é feita pelas diversas áreas da empresa e a lista é amplamente divulgada pela intranet, sistemas próprios e correio interno (e-mail). Essa prática aumenta a oportunidade para fornecedores potenciais, com o objetivo de melhorar a qualidade e o custo de bens e serviços contratados. Como exemplo, em 2010 foi estabelecida uma parceria com o CREA-SC para divulgação e inclusão de link em seu website para a prospecção de novos fornecedores pela Celesc.

Selecionamos nossos fornecedores de materiais e serviços por meio de licitações baseadas na Lei 8666/93, e, portanto, não podemos incluir critérios de seleção relacionados à localidade, questões ambientais ou direitos humanos, tratando todos com isonomia. De qualquer forma, em 2015, mais de R$ 381 milhões, do total R$ 525.369.679,89, gastos em mercadorias e suprimentos, foram pagos a fornecedores locais. Ou seja, 72% do valor direcionado a fornecedores da Companhia ficaram dentro de nossa área de atuação.

 

figura 14

 

Buscando a transparência da informação, mantemos diversos canais de comunicação com nossos fornecedores: site de cadastro de fornecedores, telefones e fax diretos da divisão de Cadastro de Fornecedores, correio eletrônico direto, correio comum, rádios, folhetos, TVs e jornais de grande circulação. No site corporativo também há orientações gerais para cadastro, normativas internas, legislação ambiental etc.

Além disso, possuímos a Cartilha de Política de Relacionamento com Fornecedores, onde deixamos claro o compromisso na relação existente entre a Celesc e seus parceiros, que deve obedecer aos princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade, eficiência, isonomia, probidade administrativa e atendimento das diretrizes estabelecidas em nosso Código de Conduta Ética, que apresenta cláusulas relacionadas a direitos humanos, práticas trabalhistas e de trabalho decente e anticorrupção.

  

6.2.1. Seleção

A seleção de fornecedores de materiais e serviços é feita pelo atendimento às exigências cadastrais disponíveis no site corporativo para participação em licitações e homologação de produtos, onde também há orientações gerais para cadastro, normativas internas, legislação ambiental etc.

Atualmente, contamos com 81 fornecedores de energia elétrica, 9.100 fornecedores de produtos e materiais e 4.450 de serviços.

Apoiamos o cadastramento de novos fornecedores e novos materiais por meio de parcerias que permitem o desenvolvimento, aprimoramento e certificação de produtos. Essas parcerias proporcionam aos fornecedores a possibilidade de ampliar o seu mercado, pois os produtos certificados pela Celesc servem como referência para as demais concessionárias, cooperativas e outros órgãos públicos.

A identificação desses fornecedores potenciais ocorre de forma diversa: participações em congressos, reuniões da Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT, encontros com representantes comerciais e visitas técnicas a outras empresas do setor elétrico.

Por outro lado, estimulamos o desenvolvimento e incentivamos a participação de fornecedores habituais nos processos de compra, comunicando-os, prioritariamente, do lançamento de licitações em todas as modalidades utilizadas. O incentivo aos fornecedores locais, habituais ou não, às pequenas e microempresas é feito, também, nos processos de licitação na modalidade dispensa de licitação, enviando, prioritariamente, formulários para cotação de preços. Os editais de licitações descrevem as regras e os incentivos à participação de pequenas e microempresas, atendendo à Lei Federal nº 123/06.

Os fornecedores de energia são qualificados e selecionados pela ANEEL e devem atender aos critérios estabelecidos nos editais para poder participar do leilão que irá ofertar energia às distribuidoras, no chamado ambiente regulado. Os critérios de seleção dos editais focam a qualificação técnica, a capacidade econômico-financeira das empresas e as fontes primárias (hídrica, eólica, térmica etc.) que serão ofertadas. Os leilões são realizados pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) e são vencedoras as empresas que ofertarem a energia pelo menor preço. A compra é formalizada pelo Contrato de Compra de Energia no Ambiente Regulado (CCEAR).

 

6.2.2. Contratos (G4-HR5, G4-HR6)

Mesmo não tendo identificado fornecedores causadores de impactos em direitos humanos entre nossos parceiros, todos os contratos assinados pelos fornecedores possuem cláusula que assegura a participação deles em projetos de Responsabilidade Socioambiental e o respeito, a todo tempo, à legislação ambiental, às condições de segurança adequadas à realização do objeto contratado, bem como o compromisso com os seguintes princípios de responsabilidade social: jamais utilizar trabalho infantil, escravo, degradante ou qualquer outro que transgrida as normas que regulem a matéria.

Firmamos contrato somente com os fornecedores que atendem a esses critérios e compromissos. No caso de irregularidades identificadas nas inspeções, o fornecedor ou prestador de serviço é notificado e, não havendo solução de tais pendências, poderá receber advertências, suspensão, rescisão contratual e processo judicial, dependendo da gravidade do ato.

Em concordância com a lei, também exigimos em todos os nossos contratos uma declaração da licitante de que se encontra em situação regular perante o Ministério do Trabalho, na observância das vedações estabelecidas no inciso XXXIII, do artigo 7º, da Constituição Federal inciso V, do artigo 27, da Lei 8.666, de 21 de junho de 1993, acrescido pela Lei nº 9.854, de 27 de outubro de 1999, ou seja, proibição de trabalho noturno, perigoso ou insalubre aos menores de dezoito anos e de qualquer trabalho a menores de dezesseis anos, salvo na condição de aprendiz, a partir de catorze anos.

Assim, todos os nossos fornecedores devem apresentar certidões de regularidade perante o Ministério do Trabalho e em todos os contratos existem cláusulas assegurando o cumprimento das melhores práticas trabalhistas. Além disso, os pagamentos aos fornecedores só são efetuados mediante a apresentação de certidões de regularidade com FGTS, INSS e outras, assegurando, dessa forma, o cumprimento das obrigações trabalhistas e fiscais pela empresa contratada. 

Incluímos ainda uma cláusula de compromisso, na qual a empresa que não possui programa socioambiental se compromete a aderir aos projetos da Celesc.

Em 2015, foram 427 contratos significativos, totalizando R$ 184.219.814,76. Também realizamos inspeções externas para avaliar a qualidade e procedência dos materiais que adquirimos, observando, entre outros critérios, a origem dos produtos para evitar a aquisição de produtos "piratas" ou falsificados, o cumprimento das especificações e normas técnicas, normas de segurança e da legislação trabalhista, de acordo com as diretrizes já descritas. O resultado dessas avaliações é registrado no Boletim de Inspeção de Materiais.

No que se refere à responsabilidade ambiental, a Política de Relacionamento de Fornecedores apresenta as diretrizes que devem ser seguidas pelos mesmos:

 

tabela 20

 

6.3 Programa de Engajamento de Fornecedores (G4-HR4, G4-HR5, G4-HR6)

Temos consciência de nossa importância no mercado e de nosso papel indutor de desenvolvimento. Por isso, em 2014, implantamos o Programa de Engajamento de Fornecedores, de acordo com as exigências da NBR 16.001:2012, com o objetivo de estreitar ainda mais a relação de parceria com nossos parceiros. No ano de 2015 demos continuidade ao Programa, por meio do mapeamento, classificação e estabelecimento dos perfis e níveis de engajamento, promovendo a conscientização e o aumento do comprometimento.


Os fornecedores participaram de workshops de engajamento, em que foram abordados temas de Responsabilidade Socioambiental baseados nos 07 Temas Centrais estabelecidos pela NBR 16001:2012:

 

tabela 21

 

Durante os encontros, que contou com a participação 53 representantes das empresas prestadoras de serviço, houve mapeamento das expectativas dos participantes com relação ao Sistema de Gestão de Responsabilidade Socioambiental da Celesc, sendo elaborado plano de ação para gerenciamento das mesmas.

Para gerenciamento do relacionamento com seus fornecedores, a Celesc mantém uma ferramenta informatizada para controle de documentação e garantia de que os fornecedores concordam formalmente (aceite eletrônico) com os termos estabelecidos no Código de Ética, Política de Relacionamento com Fornecedores e Política de Responsabilidade Socioambiental. Além disso, todos os participantes realizam uma autoavaliação , na qual são abordados cinco temas: (G4-HR4, G4-HR5, G4-HR6) (G4-DMA)

• Governança: verificados os valores organizacionais, incluindo atendimento à legislação trabalhista, jurídica e tributárias;

• Técnico-operacional: verificada a capacidade da empresa atender às necessidades da Celesc;

• Administrativo-financeiro: verificadas questões relacionadas ao planejamento organizacional;

• Social: analisados os compromissos sociais e com a saúde e segurança dos empregados, incluindo atendimento ao acordo coletivo de trbaalho, não ocorrência de trabalho infantil ou análogo ao escravo, gestão inclusiva e desenvolvimento profissional;

• Ambiental: gerenciamento dos recursos naturais

 

O projeto será expandido para todas as unidades da empresa, seguindo o Plano de Expansão do Sistema de Gestão de Responsabilidade Socioambiental (SGRS), aprovado por nossa Diretoria e pela Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT, órgão responsável pela avaliação da conformidade do SGRS da Celesc.


Para evidenciar o atendimento dos temas abordados, foram realizadas entrevistas com os representes das empresas participantes do Programa durante o processo de auditoria interna e externa do Sistema de Gestão de Responsabilidade Socioambiental. Foram considerados temas relacionados a corrupção, discriminação, atendimento ao acordo coletivo de trabalho, normas de saúde e segurança do trabalho, atendimento à legislação trabalhista, incluindo jornada de trabalho, buscando evidenciar a não ocorrência de trabalho escravo e infantil. A empresa não possui o total de participantes das entrevistas, pois os processos são sigilosos e foram realizadas por entidades externas independentes.

 

tabela 22

 

Dentre os documentos, é solicitado a Convenção Coletiva da categoria. O atendimento à mesma é verificado durante as auditorias do Sistema de Gestão de Responsabilidade Socioambiental por meio de entrevistas e análise documental (por exemplo, pagamento de horas extras, conforme convenção).

 

6.4 Impactos sociais (G4-SO1)

Dessa forma, contribuímos para o desenvolvimento sustentável das comunidades onde atuamos, em prol da saúde e bem estar da sociedade, do comprometimento com as questões comunitárias, da redução das desigualdades sociais e da melhoria das condições de trabalho.


Em 2015, realizamos 42 ações de engajamento, sendo 34 no Programa Celesc Voluntária, com ações de limpeza de praias, melhorias de infraestrutura de escolas, creches, asilos, panfletagens com dias de economia de energia, etc. Também realizamos seis encontros com fornecedores, com a participação de aproximadamente 120 parceiros, informando sobre questões de ordem econômico-financeiras que estão afetando a empresa e por consequência os fornecedores, sobre a Política Socioambiental Celesc, matriz de materialidade e levantamento de expectativas.

 

figura 16

 

Por outro lado, o risco de choque elétrico, inerente às atividades de distribuição de energia elétrica, é um impacto potencial em casos de acidentes ou ligações irregulares. Apesar de não possuirmos programas sistemáticos de avaliação e acompanhamento desses impactos no âmbito comunitário, trabalhamos continuamente para reduzir os acidentes entre usuários de nossos serviços, produzindo panfletos com orientação sobre a forma adequada de usar a energia elétrica para evitar riscos desnecessários, distribuídos durante a Semana Nacional de Segurança com Energia Elétrica, coordenada pela Abradee. Os impactos menos significativos incluem o impacto visual e a ocupação do solo impossibilitando outros usos concorrentes. (G4-SO2)


Já o monitoramento das ações socioambientais é feito mensalmente pelo projeto ISE, que estabelece metas e indicadores de sustentabilidade, coordenado pelo gabinete de projetos da empresa, incluindo indicadores de desempenho da Administração Central e das Agências Regionais, sempre apontando oportunidades de melhoria. O projeto conta com a participação de todas as diretorias das empresas do Grupo Celesc. A área de Responsabilidade Socioambiental também faz gerenciamento específico, por meio do Sistema de Gestão de Responsabilidade Socioambiental, com metas e indicadores estabelecidos em conjunto com as equipes das Agências Regionais e em sinergia com o Acordo de Desempenho da Companhia. (G4-SO1, G4-SO2) (G4-DMA)


Como a área de abrangência da concessionária é o estado de Santa Catarina, não são encontradas barreiras com relação ao idioma e à cultura. Sobre o uso seguro da eletricidade, são feitas campanhas na mídia, acompanhadas de palestras às comunidades carentes. Em 2015 foram realizadas 213 palestras para população de baixa renda, contando com 7.788 participantes. (G4-EU24) (G4-DMA)


Todas essas ações são acompanhadas por meio do Acordo de Desempenho e contrato de resultados, com indicadores próprios, mensuráveis e acompanhados semestralmente.

 

7. Valorização das Pessoas

 

7.1 Quadro Funcional

 

tabela 23

 

Todos os empregados com contrato de trabalho por tempo indeterminado estão abrangidos pelo Acordo Coletivo de Trabalho entre a empresa e os sindicatos da categoria. Os demais funcionários, como menores aprendizes, temporários, etc, estão contratados conforme leis vigentes da CLT e não são abrangidos pelo Acordo Coletivo de Trabalho. (G4-11)


Em 2015, contamos com a participação de nossos trabalhadores contratados em atividades de construção, manutenção por cerca de 310 dias, conforme tabela a seguir. Como não mantermos um controle sobre o percentual de pessoas terceirizadas, os dias trabalhados por terceiros e subcontratados é calculado a partir do número total de dias úteis e sábados do ano referência, assumindo que em todos os dias, exceto nos domingos, há pessoas terceirizadas trabalhando na construção, operação ou manutenção da Celesc. (G4-EU17) (G4-DMA)

 

tabela 24

 

Não existe nenhum tipo de controle ou evidência sobre esse número reportado.

 

7.2 Ambiente atrativo

Procuramos manter práticas salariais atrativas e benefícios adequados, com o objetivo de atrair e reter profissionais qualificados e satisfeitos. Em 2015, apesar de a remuneração de apenas 5,98% de nossos empregados seguir as regras do salário mínimo estipulado pelo governo, a proporção do nosso menor salário em relação ao salário mínimo local ficou em 110,18%, conforme tabela a seguir. (G4-EC5) (G4-DMA)


7.2.1. G4-EC5 - Variação da proporção do salário mais baixo, discriminado por gênero, comparado ao salário mínimo local em unidades operacionais importantes

 

tabela 25

 

Além disso, contamos com duas opções de plano de previdência administrados pela CELOS, seguindo normas legais e também as normativas baixadas pelos órgãos reguladores e fiscalizadores, além dos princípios, regras e práticas de governança e gestão, de controles internos da Celesc, destinados a assegurar o cumprimento dos objetivos fixados no Planejamento Estratégico e garantir uma melhor aposentadoria aos Participantes e Assistidos.

O Plano Transitório é um plano de benefício definido (BD), fechado para entrada de novos participantes, estando, portanto, na fase de pagamento de benefícios vitalícios aos assistidos e pensionistas. O Plano Misto é um plano de contribuição variável (CV) e, por isso, é de contribuição definida (CD), na fase capitalização, e de benefício definido (BD), na fase de gozo da aposentadoria. Neste plano, os benefícios são pagos sob a forma de prestação única ou de prestação continuada e vitalícia. A contribuição para ambos os Planos é paritária entre a Patrocinadora e os Participantes e Assistidos. (G4-EC3) 


As informações referentes aos anos de 2013 e 2014 foram revisadas.

 

7.2.2. G4-EC3 - Cobertura das obrigações previstas no plano de pensão de benefício definido da organização

 

tabela 26

 

As aplicações de investimentos são autorizadas pela Diretoria Executiva, tendo como base os parâmetros apresentados pelo estudo de ALM (Asset Liability Management) e regulados na Política Anual de Investimentos, aprovada pelo Conselho Deliberativo. Para uma maior eficácia e segurança nas decisões dos investimentos, a CELOS dispõe de um Comitê de Investimentos e se utiliza de serviços prestados por consultorias externas, além de um setor de compliance e de auditoria interna. Além disso, para situações específicas, a CELOS se vale de gestores externos, cujos contratos e desempenho são constantemente monitorados e reavaliados, mediante avaliações e diligências realizadas pela Diretoria Administrativo-Financeira.

 

7.3 Treinamento (G4-12, G4-LA9)

Respeitando o Acordo Coletivo de Trabalho, que estabelece carga horária mínima de 20 horas de treinamento para cada empregado, disponibilizamos diversos treinamentos por meio de uma plataforma à distância, além de capacitações presenciais, treinamentos externos e apoio financeiro para o empregado realizar curso de formação de ensino médio, Graduação e Pós-Graduação.

Em 2015, foram mais de 112 horas de treinamentos, atingindo 2.933 empregados, o que representou uma média total de 37,6 horas de treinamento por pessoa. Os empregados treinados em nível gerencial somaram 368, além de 930 em nível administrativo, 581 em nível técnico e 1.104 em nível operacional. (G4-LA9, G4-HR2, G4-SO4) (G4-DMA)

 

tabela 27

 

Com relação ao tema Direitos Humanos, foram treinados 746 empregados (22,4%) num total de 5.738 horas.¹ (G4-HR2)


Para ajudar nossos empregados em seu desenvolvimento profissional, também realizamos uma análise de desempenho a cada dois anos. Esta avaliação é promovida de forma global, e não individual, para todos os colaboradores, tendo sido feita, pela última vez, em 2014, com a próxima prevista para 2016. (G4-LA11) (G4-DMA)


¹Os valores apresentados não contemplam a Diretoria.

 

7.4 Preparação para aposentadoria (G4-LA10)

O Programa Vivendo e Valorizando a Aposentadoria (ViVA)¹¹ atende os empregados que estão “se aproximando” da saída da empresa, objetivando minimizar os impactos negativos da aposentadoria na vida das pessoas, criando condições para que seu cotidiano após a saída da Celesc seja vivido de forma plena e saudável.


Para isso, o ViVA aprofunda questionamentos sobre aspectos sociais, culturais, psicológicos, econômicos, jurídicos e biológicos envolvidos na etapa da transição para a aposentadoria, que são trabalhados com auxílio de atividades de grupo, vivenciais e momentos lúdicos, além de palestras diversas e bate-papos. Assim, o empregado pode refletir antecipadamente sobre a aposentadoria iminente, considerando também uma possível segunda carreira.

Estão aptos a participar do Programa ViVA todos os empregados ativos que estão há 5 anos da aposentadoria comprovada junto à Fundação Celos e o INSS, além dos empregados aposentados pelo INSS ainda ativos no quadro de pessoal. Também são contemplados os empregados que aderirem ao Plano de Demissão Voluntária.

O Programa tem abrangência estadual e conta com 34 facilitadores nas Agências Regionais e Administração Central, que são empregados que passaram por um processo de capacitação para atuarem com os grupos de preparação para aposentaria. As atividades ocorrem durante o expediente e promovem reflexões sobre o processo de aposentadoria, autoconhecimento, ansiedades e medos, expectativas e possibilidades de escolhas futuras (ócio criativo, segunda carreira e outros temas).

Em 2015, devido ao fato de não ter sido aplicado o Programa de Demissão Voluntária, e de muitos funcionários listados como elegíveis já terem participado de edições anteriores no Programa ViVA, o número de empregados atendidos diminuiu. Dentre os 984 elegíveis ao Programa, 35 pessoas participaram ativamente dos encontros. A Agência Regional de Florianópolis realizou quatro encontros no segundo semestre, e a Agência Regional de São Miguel do Oeste realizou cinco encontros durante o ano. (G4-LA10) (G4-DMA)

Contamos, ainda, com 1.297 empregados aptos a se aposentar nos próximos cinco anos, por tempo de contribuição na Celesc, representando 39% do total dos colaboradores da empresa. Destes, 178 são mulheres e 1.119 são homens. Já os empregados aptos a se aposentar nos próximos 10 anos, representam 48% do total de colaboradores, sendo 226 mulheres e 1360 homens. (G4-EU15¹²) (G4-DMA)

 

tabela 28

 

¹¹O Programa ViVA é renovado em Acordo Coletivo de Trabalho.

¹²Este indicador considera apenas o tempo de contribuição do empregado Celesc

 

7.5 Saúde e Segurança

Consciente de nossa responsabilidade, atuamos de forma preventiva em todas as questões relacionadas a saúde e segurança no trabalho, pois entendemos que o bem estar das pessoas que compõem a equipe é o aspecto mais importante do cotidiano de uma organização. Por isso, monitoramos acidentes em nossas operações, com o objetivo de minimizar riscos para seus empregados.


Para a elaboração dos relatórios de acidentes do trabalho, seguimos as formas de registro legais, atendendo a conceituação e formas de registros estabelecidos pela NBR 14.280 (Cadastro de acidente do trabalho - Procedimento e classificação). Em 2015, registramos uma melhoria nas taxas de acidentes com relação ao ano anterior, conforme evidência na tabela a seguir. Do total de 109 acidentados entre empregados próprios e terceirizados, 37 não geraram afastamento e 71 se afastaram, além de haver ocorrido uma fatalidade, ocorrida durante serviço de ligação de novo consumidor de baixa tensão, em função do descumprimento por parte do empregado de procedimentos relacionados à segurança, inclusive com relação ao uso de equipamentos de segurança pessoal. (G4-LA6) (G4-DMA)

 

tabela 29

tabela 30

 

As informações relativas aos acidentes de trabalho ocorridos, tanto com empregados próprios como terceirizados, são enviadas mensalmente através de documentos padrões à Divisão de saúde e Segurança, juntamente com os relatórios dos acidentes registrados. Na DVSS, estas informações são tabuladas para posterior envio aos órgãos competentes sendo que para os casos de acidentes considerados graves são adotados os procediemntos estabelecidos pela Instrução normativa I 1340021 - Procedimentos para Aplicação de Política de Consequência com Relação aos Acidentes e Quase Acidentes do Trabalho com Empregados Próprios e Terceirizados da Celesc Distribuição S.A.


Em 2015, nossos empregados estiveram representados por comitês formais de saúde e segurança através de um total de 25 Comissões Internas de Prevenção de Acidentes (CIPAs), às quais estiveram envolvidos 8% dos integrantes do quadro funcional da empresa (266 pessoas), com o objetivo de prevenir acidentes e doenças decorrentes do trabalho. (G4-LA5)


Além disso, foram formalmente criados Grupos de Trabalho (comitês) para tratar de assuntos de saúde e segurança, envolvendo aproximadamente 0,77% dos empregados, com a missão de apresentar propostas de melhorias na área. São, ao todo, 27 comitês de saúde e segurança ocupacional e dois comitês locais. (G4-LA5) (G4-DMA) 

O Acordo Coletivo de Trabalho firmado entre a empresa e o sindicato possui 54 cláusulas. Destas, seis abordam assuntos relativos à saúde e segurança, representando 11% do total de temas do documento (G4-LA8) (G4-DMA). São eles:

 

figura 17

 

A empresa não possui empregados com alta incidência ou alto risco de doenças relacionadas à sua ocupação. Isto pode ser comprovado mediante a avaliação do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional – PCMSO, que é elaborado anualmente.¹³ (G4-LA7) (G4-DMA)

 

¹³O relatório anual do PCMSO é emitido entre os meses de março de cada ano.


7.6 Treinamentos em segurança

Para atender à legislação do setor e promover o conhecimento de nossas diretrizes e normas de segurança, promovemos treinamentos específicos em temas relacionados à segurança de nossa equipe. Em 2015, podemos afirmar que 100% dos trabalhadores que atuam junto ao SEP receberam treinamento em segurança do trabalho.

Não possuímos gerenciamento aprimorado quanto à participação dos contratados em treinamentos de segurança, porém, todos apresentram comprovação, por meio de certificados, da realização dos treinamentos obrigatórios nas normas do Ministéiro do Trabalho e Emprego: NR10 – Segurança em Instalações e Serviços em Eletricidade e NR35 – Trabalho em Altura. (EU18) (G4-DMA)

 

tabela 31

 

8. Responsabilidade Socioambiental

 

8.1 Biodiversidade (G4-EN11, G4-EN13)

Em nossos novos projetos de empreendimentos de linhas e subestações de distribuição, são realizados estudos ambientais por empresas especializadas, que fazem diagnósticos considerando o meio biótico, físico e socioeconômico do local impactado.


A equipe de supervisão ambiental (contratada) é responsável pelo controle dos programas ambientais e verifica a conformidade do empreendimento diantes das licenças ambientais concedidas. Em 2015, contabilizamos 0,32km2 de áreas protegidas impactadas por nossos empreendimentos.


Possuímos ainda 0,41 km2 de faixas de servidão administrativa de linhas de transmissão localizadas em Unidades de Conservação, conforme relacionadas abaixo:

 

tabela 32

 

Para compensar a supreção vegetal no bioma Mata Atlênatica, firmamos termos de compromisso com o órgão ambiental responsável pela atividade, seguindo os requisitos da Lei 11.428/2006, que prevê a destinação da área equivalente à extensão da área desmatada, com as mesmas características ecológicas.

Entre as ações de proteção ao meio ambiente, realizadas em 2015 no entorno das usinas da Celesc Geração, podemos destacar a manutenção de uma reserva ecológica junto à usina hidrelétrica de Bracinho, na região oeste de Joinville, que também atinge parte do município de Schroeder. Os projetos ambientais abrangem uma áreade 46,1 km2, onde estão abrigados 12 saltos d'água. A Estação Ecológica Bracinho atua na manutenção do regime hidrológico dos rios do local, visando um abastecimento regular das represas que acumulam a água utilizada na usina, além da preservação da fauna e flora locais.


A área total de nossas usinas, considerando área alagada e área industrial (casa de máquinas, barramento, SE), chega a 32,7Km2. Na Usina Pery, a área de compensação ambiental, reflorestada com mata nativa, está em 0,25Km2.

Possuímos ainda uma área de 1.750 hectares no município de Garuva, em Santa Catarina, dos quais 1.100 estão em uma Área de Preservação Permanente (APP). A área é considerada patrimônio histórico e cultural do município, inserida no bioma Mata Atlântica, caracterizada como predominantemente Floresta Ombrófila Densa. Estamos conscientes da relevância paisagística de sua imensa diversidade de rochas expostas e cavidades naturais, onde também são encontradas algumas pinturas rupestres, três nascentes e duas cachoeiras que desaguam no rio Três Barras. Por isso, cuidamos para que a biodiversidade do local seja preservada, assim como seu valor ambiental, histórico e cultural.

Na definição de traçados de linhas de transmissão e terrenos para subestações é dada preferência a áreas já antropizadas e que acarretem em menor impacto sobre habitats naturais de espécies ameaçadas. Caso seja suprimida uma espécie da flora ameaçada de extinção, são doadas 10 mudas para cada indivíduo cortado. Para as outras espécies da flora, a proporção é uma muda por indivíduo cortado.

 

8.2 Energia (G4-EN3) (G4-DMA)

O consumo de energia elétrica nas PCHs somou o montante de 4.051,72 GJ em 2015, sendo 140,87 GJ adquiridos pela Celesc Distribuição e 3.910.87 GJ referentes ao consumo interno na Geração.

Os dados de energia consumida adquirida da Celesc Distribuidora são provenientes da área comercial, enquanto os dados de energia referente ao consumo interno da Celesc Geração provêm de relatório mensal feito pelo Departamento de Operação e Manutenção da Celesc Geração.

Foram consumidos 421,28 GJ de gasolina, 596,99 GJ de óleo diesel e 287 litros de querosene, utilizados no deslocamento da frota da Celesc Geração.. Esses dados são provenientes do Departamento Administrativo e do Departamento de Transportes e são controlados a partir do cartão de abastecimento dos veículos.

Considerando a Celesc Distribuição, o consumo próprio de energia no ano de 2015 foi de 41.723 GJ, sendo:

 

8.2.1. Consumo de energia dentro da organização¹

 

tabela 33

  

¹O total de energia elétrica consumida é referente ao consumo de interno de energia gerada e ao total de energia elétrica comprada. Já o total de energia vendida é baseada nas vendas oriundas do banco de dados do CCEE – Câmara de Comercialização de Energia Elétrica.

 

8.3 Água (G4-EN22, G4-EN26¹)

Nossas atividades não afetam significativamente qualquer corpo d´água por retiradas (drenagem) ou descartes de efluentes. Em nossas usinas de geração hidrelétricas, toda a água utilizada é devolvida à sua fonte de origem, sem que nenhuma fonte de abastecimento seja significativamente afetada. Também não reciclamos ou reutilizamos água. (G4-EN26) (G4-DMA)


Em nossos processos produtivos, a água utilizada é predominantemente para usos administrativos, com abastecimento da rede pública. Em alguns casos de subestações em locais não atendidos por redes de abastecimento de água, utilizamos água subterrânea como fonte hídrica.


Em 2015, consumimos um total de 58.167 m3 de água. O monitoramento desse consumo ocorre apenas por meio da cobrança recebida mensalmente das empresas de abastecimento.


O descarte de água em nossas operações também ocorre somente a partir de atividades administrativas, na geração de efluentes sanitários. Os efluentes são, em sua maioria, tratados por sistemas isolados (fossas sépticas) ou coletados e tratados por sistemas públicos de coleta e tratamento.


Em nossa sede administrativa, possuímos um sistema próprio de tratamento de efluentes. Nos anos de 2014 e 2015 foram realizadas análises da eficiência da estação, em atendimento à Resolução CONAMA 430, com ótimos resultados, apresentando uma redução acima de 80% da carga orgânica.


Para 2016, pretendemos desenvolver metodologia para determinar a vazão e volume descartado em corpo d’água. Em 2015, estimamos o descarte de 46.533 m3, considerando 80% do consumo da CASAN – Compahia Catarinense de Água e Saneamento.¹ (G4-EN22) (G4-DMA)


¹Não há dados específicos à biodiversidade e habitats relacionados aos corpos hídricos receptores desses efluentes.
¹Esses dados referem-se à Celesc Distribução.

 

8.4 Resíduos (G4-EN23, G4-EN24, G4-EN25)

Elaboramos em 2015 o Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos de nossas unidades, com a implantação de medidas para gerenciamento das etapas de geração, segregação, acondicionamento, armazenamento e destinação final ambientalmente adequada dos resíduos que geramos. Com as ferramentas propostas é possível identificar a quantidade gerada e assim, a frequência com que estes resíduos devem ser enviados para a destinação final. (G4-EN23; G4-EN24; G4-EN25) (G4-DMA)


Além disso, a Celesc Geração está devidamente registrada no sistema de Manifesto de Transporte de Resíduos junto à FATMA – Fundação de Meio Ambiene do Estado de Santa Catarina. Este sistema foi implantado no ano de 2015 e prevê que todas as empresas que gerem resíduos industriais estejam cadastradas. Além de ter a licença ambiental de operação, as empresas responsáveis pelo transporte e destinação final destes resíduos também deverão estar cadastradas no sistema.


Os resíduos recicláveis, assim como rejeitos gerados por nossas atividades são retirados pela empresa responsável pelo recolhimento de resíduos de cada município, que direcionam para empresas de reciclagem ou aterros sanitários. Como representam um volume pequeno, não é feito um monitoramento. As sucatas são alienadas quando há viabilidade, diante de uma quantidade acumulada significativa.


O principal resíduo perigoso gerado em nossas atividades de geração de energia provém da manutenção das máquinas e equipamentos, compostos principalmente de óleos e estopas contaminadas com o óleo. Além disso, em 2015, enviamos para reciclagem 1.940 kg de baterias inservíveis e 160 lâmpadas descaracterizadas pelo método Bulbox, que retira os gases de mercúrio por meio de um filtro de carvão ativado, gerando um resíduo final classificado como classe II-A.


Com relação aos resíduos da Celesc Distribuição, foram descartados para reciclagem 289,02 toneladas de resíduos perigosos, sendo: 275 de óleo mineral isolante e 13,38 de tambores metálicos.


No período que compreende este relatório, não foram identificados vazamentos significativos e tampouco importados ou exportados resíduos considerados perigosos.

 

8.5 Emissões (G4-EN15, G4-EN16, G4-EN17, G4-EN18)

A contabilização e o relato voluntário das Emissões de GEE pela Celesc demonstram a preocupação da empresa com as mudanças climáticas e os impactos gerados por sua atividade. O Inventário de Emissão de Gases de Efeito Estufa relata de forma consolidada as emissões da Celesc S.A. e suas subsidiárias integrais, a Celesc Distribuição S.A. e Celesc Geração S.A.¹ (G4-EN15; G4-EN16; G4-EN17, G4-EN18,G4-EN19) (G4-DMA)


Em seu terceiro ano de elaboração, nosso inventário de 2014 foi elaborado conforme as especificações do Programa Brasileiro do GHG Protocol e publicado no Registro Público de Emissões. De acordo com a Politica de Classificação do GHG Protocol, nas duas primeiras edições (2012 e 2013), o documento obteve Selo Prata, por ter relatado de forma completa todas as fontes dos Escopos 1, 2 e 3. Já em 2014, nosso inventário obteve o Selo Ouro, por ter mantido o critério para o Selo Prata e ter sido auditado por Organismo de Verificação (OV), acreditado pelo Instituto Nacional de Metrologia Qualidade e Tecnologia (Inmetro). (G4-20)


Sob o Escopo 1 foram computadas as emissões das seguintes categorias: combustão móvel, combustão estacionária e emissões fugitivas.


Na categoria Combustão Estacionária foram compilados os seguintes dados: uso de combustíveis para a geração termo elétrica de pequeno porte em geradores de emergência/auxiliares; uso de combustíveis em ferramentas florestais e de jardinagem; combustão de gás acetileno em solda oxiacetilênica/maçarico e a combustão de Gás Liquefeito de Petróleo - GLP em fogões de cozinha.


Na categoria Combustão Móvel foram coonsiderados os seguintes dados: combustão de etanol, óleo diesel e gasolina pelas frotas das empresas. Estão incluídos todos os abastecimentos das frotas próprias e locadas autogeridas e ainda máquinas agrícolas (trator). Uma vez que os abastecimentos são registrados de maneira individual e com informações relativas ao período, volume abastecido, tipo de combustível, ano e modelo do veiculo, foi possível realizar o calculo das emissões segundo o tipo e ano de fabricação da frota de veículos.

 

Na categoria das Emissões Fugitivas foram computados os dados de emissões fugitivas do gás hexafluoreto de enxofre (SF6) utilizado em equipamentos do sistema elétrico, reposição de gases na manutenção em equipamentos de refrigeração (condicionadores de ar, refrigeradores domésticos e bebedouros refrigerados), emissões fugitivas de dióxido de carbono de equipamentos extintores de incêndio do tipo predial e em sistemas anti-incêndio instalados em subestações e usinas hidrelétricas.


No Escopo 2, que constitui as emissões indiretas, são contabilizadas as emissões provenientes da aquisição de energia elétrica e térmica que é consumida pela empresa. As companhias de energia elétrica frequentemente adquirem energia de geradores independentes ou da rede e a revendem para os consumidores finais através de um sistema de transmissão e distribuição (T&D). Parte da energia adquirida pelas companhias de energia elétrica é perdida (perda de T&D) durante sua transmissão e distribuição aos consumidores finais.


De acordo com a definição do Escopo 2, as emissões resultantes da geração de energia elétrica adquirida que é perdida durante a transmissão e a distribuição devem ser relatadas no Escopo 2 pela companhia que é proprietária ou controladora da operação de T&D.


Os consumidores finais da energia adquirida não relatam emissões indiretas relacionadas a perdas de T&D no Escopo 2, porque não são nem proprietários nem controladores da operação de T&D na qual a energia é perdida (perda de T&D).


Essa abordagem garante que não haja dupla contabilização no Escopo 2, uma vez que somente a companhia de energia elétrica contabilizará no Escopo 2 as emissões indiretas relacionadas às perdas de T&D.


Seguindo esta metodologia, computamos o consumo próprio de energia elétrica por todas as unidades da empresa incluídas nos limites do Inventário ano base 2014, incluindo as perdas técnicas de energia elétrica no sistema de transmissão e distribuição da empresa.


As fontes do Escopo 3 são de relato opcional, que permite a consideração de outras emissões indiretas, como consequência das atividades da empresa, em fontes que não pertencem ou não são controladas por ela. Porém o Programa GHG Protocol recomenda fortemente o relato dessas emissões, uma vez que podem contribuir de forma significativa para o total das emissões da empresa.

Assim, incluímos as emissões de GEE relativas às viagens a negócios, considerando todas as viagens em aeronaves feitas pelos funcionários da Companhia no período de abrangência do inventário.

 

tabela 34

 

O aumento nas emissões de gases do efeito estufa em 2015, em comparação ao ano anterior, se deu, no Escopo 1, devido ao aumento do uso de combustível pela frota e, no Escopo 2, à aquisição de energia decorrente do:


(i) Aumento do aumento da energia total distribuída pela empresa e consequentemente o aumento das perdas técnicas em seu sistema de Transmissão e Distribuição, ilustrado pela Figura 1;

 

figura 18

 

(ii) Aumento significativo do fator de emissões do Sistema Interligado Nacional (SIN), devido ao maior uso de energia termoelétrica pelo país (Figura 2).

 

figura 19

 

Em relação ao Escopo 3, o histórico dos inventários vem demonstrando a redução de emissões, devido à redução de realização de trechos aéreos em função de viagens à negócios.

 

¹Estes limites foram definidos em função do controle operacional exercido pela Holding sobre as subsidiarias citadas.


8.6 Cuidados sociais

Sempre que implantamos um novo empreendimento, convocamos a comunidade local para o diálogo, com o objetivo de sanar todas as dúvidas e incertezas das pessoas que possam ser afetadas direta ou indiretamente pelo projeto, evitando desconfortos e esclarecendo os efeitos que o novo empreendimento pode gerar. Qualquer área que necessite desapropriação é indenizada monetariamente pela Companhia. (G4-SO2)


8.7 Programas Sociais


8.7.1. Jovem Aprendiz
O programa, que é uma parceria entre a Celesc e a Coordenação da Infância e Juventude (CIJ) do Ministério Público, prepara jovens em situação de vulnerabilidade social para o mercado de trabalho, por meio de experiência prática no cotidiano da empresa. Desde 2006, a Companhia já recebeu mais de 1000 jovens para participar de suas atividades.


Os aprendizes recebem quatro horas semanais de aulas nas unidades formadoras e têm a oportunidade de colocar em prática o que aprenderam nas 16 horas de atividades na Celesc, recebendo meio salário mínimo regional, vale transporte, vale refeição, FGTS, seguro de vida, 13º salário, férias, uniformes, assistência social e psicológica.

 

8.7.2. Celesc Voluntária¹(G4-EC8, G4-SO1)

Com o objetivo de reforçar o conceito de cidadania empresarial junto ao nosso público interno, o programa promove ações voluntárias nos finais de semana com a participação dos empregados, seus familiares e amigos em ações de revitalização de creches, escolas, asilos, comunidades terapêuticas, praças, quadras esportivas, bem como limpeza de rios, praias e parques, plantio de árvores frutíferas e ornamentais, recuperação de mata ciliar, pintura e confecção de brinquedos com pneus, hortas comunitárias, entre outras.

Desde 2013, mais de 350 empregados tiveram a oportunidade de atuar como voluntários, em mais de 22 mil horas de atividades, beneficiando direta e indiretamente mais de 80 mil catarinenes.


¹O cálculo estimativo levou em consideração as ações realizadas nas 16 Agências Regionais da Celesc no estado de Santa Catarina. O tempo de duração pode variar, sendo algumas ações realizadas em horas e outras, em dias.

 

8.7.3. Projeto Bônus Eficiente (G4-EC7, G4-EC8)
Ao oferecer descontos para clientes residenciais Celesc na troca de eletrodomésticos com mais de cinco anos de uso por produtos novos, com selo Procel, o projeto promove a economia de energia, beneficiando a população e o meio ambiente.


Na sua primeira versão, iniciada em 2012 e finalizada em 2013, o Projeto "Bônus Eficiente" beneficiou 29.117 famílias com o desconto de 50% na substituição de seus eletrodomésticos e 35 mil famílias com a substituição de lâmpadas incandescentes por fluorescentes compactas. Com isso, cerca de 140 mil pessoas foram atendidas diretamente, proporcionando uma economia de até 30% nas faturas de energia. Com um investimento de R$ 21.132.138,99, o "Bônus Eficiente" proporcionou 21,7 GWh/ano de energia economizada e 7 GW de redução de demanda na ponta, suficiente para abastecer cerca de 9 mil residências durante um ano, equivalente ao Município de Guaraciaba.


Repetindo o sucesso da sua primeira versão, o Projeto "Bônus Eficiente II" iniciou suas vendas em dezembro de 2013 com descontos de até 50% em geladeiras e freezers. Completados dois anos de comercialização de produtos, mais de 26.993 geladeiras, 6.899 freezers e 238.105 lâmpadas foram substituídos em 54.052 residências, beneficiando cerca de 216 mil catarinenses com, aproximadamente, 30% de redução em suas faturas de energia.

Além disso, o projeto permitiu uma redução de demanda de energia elétrica de 13.069 kW e uma economia de 29.903 MWh ao ano, suficiente para abastecer 60.393 residências, o equivalente ao Município de Canoinhas. Assim, ainda foi evitada a emissão de quatro mil toneladas de CO2¹, o que equivaleria ao plantio de 24.312 árvores, de acordo com o Instituto Brasileiro de Florestas.

 

Para ter direito ao bônus na compra de um eletrodoméstico novo através deste projeto, o consumidor deveria fazer uma doação à uma instituição beneficente. Para equipamentos de até R$ 1.000,00 o valor da doação era de R$ 30,00, e para equipamentos acima de R$ 1.000,00 o valor era de R$ 50,00. Em 2015, o valor repassado às instituições beneficiadas totalizou R$ 342.090,01 e contemplou as seguintes instituições: Bairro da Juventude (Criciúma), Federação das APAEs de Santa Catarina (Florianópolis), AVOS - Associação de Voluntários de Saúde do Hospital Infantil Joana de Gusmão (Florianópolis), Orionópolis (São José), ACIC - Associação Catarinense para Integração do Cego (Florianópolis), Associação de Amigos das Crianças do Lar Abdon Batista (Joinville), Casa de Apoio Colibri (Lages), CAPP - Centro Associativo de Atividades Psicofísicas Patrick (Chapecó), Associação Catarinense de Autismo (Fraiburgo) e Lar da Menina (Tubarão).

O monitoramento dos recursos aportados é feito pelo gerente de cada projeto, no âmbito da Divisão de Eficiência Energética. O destino final do recurso incentivado pelo "Bônus Eficiente" é decidido diretamente pela instituição beneficiada.

 

¹Fonte de cálculo: Ministério da Ciência e Tecnologia


8.7.4. Hospitais Filantrópicos II (G4-EC8)

Em 2015, o projeto de eficiência energética Hospitais Filantrópicos promoveu a eficientização de 16 hospitais filantrópicos. O valor total investido foi de R$ 2.048.642,40 em ações de substituição de equipamentos antigos e ineficientes por equipamentos com Selo Procel "A". Também foram realizadas palestras aos colaboradores, com foco na conscientização para o consumo racional da energia elétrica. Foram substituídas 4.959 luminárias, 8.087 lâmpadas, 12 refrigeradores, 12 frigobares e 154 ar condicionados Split. Além dos benefícios diretos, de economia de energia e redução de custos com manutenção, foi efetuado o estudo luminotécnico e da carga térmica dos ambientes, propiciando a instalação de equipamentos adequados à necessidade, trazendo maior conforto para pacientes e funcionários dessas instituições.


O monitoramento dos recursos aportados é feito pelo gerente de cada projeto, no âmbito da Divisão de Eficiência Energética.

 

8.7.5. Banho de energia² (G4-EC8)
Por meio deste projeto, estão sendo testados 200 recuperadores de calor para aquecimento de água por meio de fogões a lenha, com o objetivo de aumentar a eficiência energética nas residências de 34 municipios das regiões serranas de Santa Catarina, onde esse tipo de fogão é amplamente utilizado.


A parceria entre a Celesc, a Secretaria de Agricultura do Estado e a Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural (Epagri), oferece uma solução barata, de fácil instalação e baixo impacto ambiental, ao reaproveitar o calor que seria desperdiçado nas chaminés para aquecimento da água, sem aumentar o volume de lenha normalmente utilizada como combustível pelas famílias.


De acordo com os cálculos iniciais do projeto, a implantação do sistema nas 198 mil residências onde se usa fogão a lenha em Santa Catarina resultaria em uma economia anual de 193,6 mil MWh de eletricidade, energia suficiente para abastecer uma cidade do tamanho de Florianópolis (421 mil habitantes) por três anos, ou toda a área de concessão Celesc, com 6,2 milhões de habitantes, por dois meses.

 

²Os dados reportados são estimados. A empresa não possui monitoramento sobre eles.


8.7.6. Tô ligado (G4-EC8)

Desde 2006, o projeto capacita pessoas para o mercado de trabalho, oferecendo curso de eletricista para jovens em situação de risco social com idade entre 18 e 29 anos. Em 2008, foi considerado pelo Ministério do Trabalho um projeto referência para inclusão de jovens, por aumentar a empregabilidade e promover o desenvolvimento local.


8.7.7. Energia do futuro (G4-EC8)
Ao construir aquecedores solares com garrafas pet e caixas tipo Tetra Pak, o projeto oferece o conforto da disponibilidade de água quente em comunidades pobres, bem como a conscientização da população sobre a necessidade da preservação ambiental e do consumo seguro e consciente da energia elétrica. As famílias que instalaram o aquecedor solar em suas residências relataram uma redução de aproximadamente 30% no valor de sua fatura de energia elétrica.


Em 2015, foram realizadas oficinas nas comunidades de Enseada do Brito e Guarda do Embaú, no municipio de Palhoça e em escola pública no município de Tubarão. Apenas nestas oficinas foram utilizadas 680 garrafas pets e caixas tipo Tetra Pak.


Com projetos como este, promovemos, ao mesmo tempo, o uso racional da energia elétrica, a conservação do meio ambiente e a inclusão social.

 

8.7.8. Programa Conexão Celesc de Inclusão Digital (G4-EC8)
Auxiliar na alfabetização de crianças e adolescentes, promovendo sua inserção no mundo digital, é o principal objetivo deste programa. Em 2015, foram distribuídos 25²¹ computadores que não eram mais utilizados pela Companhia para uma escola pública do município de Mafra e para a Casa de Francisco, no município de São Joaquim, beneficiando 58 crianças e adolescentes, em situação de extrema pobreza, por meio de aulas de reforço, leitura, teatro e alimentação complementar.

 

²¹Número estimado


8.7.9. Celesc Incentiva
Programa desenvolvido para fomentar os conceitos de acessibilidade e inclusão no ambiente interno. Uma das metas é atender às necessidades de acessibilidade dos empregados, assegurando o acesso físico às instalações da Empresa e fornecendo condições adequadas para o desenvolvimento das atividades laborais. Em iniciativa pioneira no meio empresarial catarinense, a Celesc adaptou um veículo de sua frota para uso por pessoas com deficiência física, viabilizando a modificação necessária (marcha automática, controle de freio e acelerador instalado direto no volante).

 

9. Ética e transparência

 

9.1 Conduta Celesc

A Celesc acredita que uma gestão centrada na ética, na integridade e no combate à corrupção é primordial para o sucesso das companhias e peça fundamental no estabelecimento de relações de confiança e respeito com seus públicos de relacionamento, tanto que além do Código de Ética, a Companhia implantou Política Anticorrupção, Política de Gestão Estratégica de Riscos e Controles Internos, Política de Relacionamento com Fornecedores e Política de Responsabilidade Socioambiental.


O Código de Conduta Ética Celesc traz regras claras que devem ser seguidas em relacionamentos profissionais, seja entre empregados, estagiários, jovens aprendizes, clientes, consumidores, acionistas, fornecedores, prestadores de serviços, entidades de classes, comunidades, governo ou sociedade. Ele aborda temas que incluem desde condições seguras de trabalho a questões relacionadas a conflitos de interesse. (G4-56)


Também contamos com um Comitê de Ética, órgão independente e com regimento próprio, que se reporta ao Conselho Administrativo. O comitê recebe e encaminha denúncias, além de exercer um papel educativo, ao promover debates relevantes sobre o tema.


Em 2015, lançamos oficialmente nossa Política Anticorrupção, com base na nova lei nacional sobre o assunto, considerando boas práticas internacionais de governança corporativa, ética e transparência, incluindo o décimo princípio do Pacto Global e o Pacto Empresarial pela Integridade, além de legislação correlata.

 

tabela 35

 

9.2 Canais de Relacionamento (G4-57, G4-58)

Reclamações, denúncias e sugestões por parte de membros da equipe Celesc sobre conduta ética podem ser feitas por meio de contato direto com o superior imediato ou com o Comitê de Ética, bem como pela intranet, caixa de sugestões, ouvidoria, call center e documentos formais. Garantimos o sigilo das informações e dos manifestantes, de acordo com nosso código de ética, e promovemos, com a realização de palestra abertas, a conscientização sobre todos os aspectos que envolvem corrupção, denúncias, sigilo etc.


A ouvidoria atende reclamações de consumidores da Celesc Distribuição cadastrados no Grupo "B", ou seja, consumidores com fornecimento em tensão inferior a 2,3 kV. Representa um importante canal de manifestação, pelo qual é possível informar abusos ou condutas equivocadas. Após o recebimento das denúncias, os casos são encaminhados para a diretoria ou chefia imediata que deliberam para a auditoria interna, responsável pela apuração dos fatos, de acordo com as instruções normativas, e encaminhamento para punições, quando necessário. Após o recebimento do retorno das áreas responsáveis pela ouvidoria, a resposta é encaminhada ao consumidor em até 11 horas, por e-mail, telefone, carta ou acesso ao site. O monitoramento é feito através do sistema OMD, onde
as reclamações e pedidos de informação são registrados. Após o registro feito pela ouvidoria a manifestação é encaminhada para o Comitê de Ética, responsável pela gestão dos assuntos relacionados à comportamentos éticos.


Todas as sindicâncias abertas pela Companhia são avaliadas quanto à sua possível relação com casos de corrupção. Em 2015, foram 21 sindicâncias, das quais seis tiveram indícios de corrupção, representando 29% do total. Todos os casos foram encaminhados para Auditoria Interna pelo Comitê de Ética, que seguiu todos os passos do Inquérito Administrativo, resultantes de procedimento de sindicância. (G4-SO3, G4-SO5) (G4-DMA)


Assuntos mais relevantes relacionados a tópicos econômicos, ambientais e sociaisl são analisados pela Diretoria Executiva e encaminhados aos respectivos comitês da Celesc. Os considerados mais importantes são apresentados também ao Conselho de Administração nas reuniões ordinárias. (G4-49)

 

10. Prêmios e reconhecimento

 

10.1 Eficiência Energética

Bônus Eficiente ganha prêmio de melhor projeto do País: O projeto Bônus Eficiente, desenvolvido pelo PEE-Celesc, foi premiado como Melhor Projeto de Eficiência Energética do País durante a realização do CITENEL/SEENEL, entre 17 e 19 de agosto de 2015, na Bahia. A Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL realiza, bienalmente, o Congresso de Inovação Tecnológica em Energia Elétrica – CITENEL e o Seminário de Eficiência Energética no Setor Elétrico – SEENEL


10.2 Simpósio de Automação

Protótipo recebe prêmios em Simpósio de Automação: O protótipo do Sistema de Comunicação Sem Fio para Dispositivos Instalados na Rede de Distribuição, desenvolvido por meio do Programa Celesc P&D, recebeu duas premiações no XI Simpósio de Automação de Sistemas Elétricos – SIMPASE: Melhor Informe (IT) em sua Sessão Técnica e Segundo Melhor Informe do Simpósio. O projeto é executado em parceria com o Centro de Pesquisas CPqD.


10.3 Prêmio Nacional de Jornalismo

Celesc é destaque em Prêmio Nacional de Jornalismo: A Celesc recebeu menção honrosa na categoria Assessoria de Imprensa do Prêmio de Jornalismo promovido anualmente pela Associação Brasileira de Conscientização para os Perigos da Eletricidade – Abracopel. Na matéria, "Saiba como se prevenir contra choque elétrico", foi realizada entrevista com o engenheiro celesquiano Wamilton Silva.

 

10.4 Enconsel

Demonstrações financeiras recebem prêmio nacional: Durante o XXXI Encontro Nacional dos Contadores do Setor Elétrico (Enconsel), que ocorre anualmente, há a premiação das Melhores Demonstrações Financeiras nas categorias Holding, Grande Porte, Médio Porte, Pequeno Porte e Melhor Evolução. Este ano 158 empresas do setor elétrico concorreram aos prêmios. O contador geral da Celesc, José Braulino Stähelin, recebeu o prêmio de segundo lugar na categoria Médio Porte, pela elaboração das Demonstrações Financeiras da Celesc Geração.


10.5 Prêmio IASC

Prêmio IASC: A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) divulgou em 19 de novembro de 2015, em cerimônia em Brasília, os resultados da premiação do Índice ANEEL de Satisfação do Consumidor (IASC). Os resultados foram obtidos por meio de pesquisa de satisfação realizados com os consumidores no período de 2 de junho a 17 de agosto do mesmo ano, abrangendo diversos critérios como: Qualidade percebida, satisfação, confiança, fidelidade e valor. A Celesc concorreu à categoria "Região Sul acima de 400 mil unidades consumidoras" e classificou-se em 3º lugar.


10.6 Prêmio Abradee

Finalista do Prêmio Abradee: No dia 15 de julho de 2015 foram divulgadas as empresas vencedoras da edição do Prêmio Abradee 2015 e a Celesc apresentou uma performance nacional, que evoluiu em relação a sua posição do ano anterior.

 

10.7 Evolução do Desempenho

Finalista na categoria geral de Evolução do Desempenho: A Celesc foi classificada como a 9ª Melhor Distribuidora de Energia Elétrica do País. Em 2014, a Empresa havia conquistado a 11ª posição no ranking e em 2013 a 17ª. "Esse desempenho mostra que vamos recuperando, aos poucos, posições importantes no Prêmio e sendo destaque em categorias que não aparecíamos, como a posição de finalista em Evolução do Desempenho", avalia o presidente Cleverson. Ao lado das concessionárias do Maranhão, Rio Grande do Norte e Paraná (Cemar, Cosern e Copel), a Empresa também se destacou entre as finalistas na categoria Melhor Distribuidora da Região Sul ao lado de Copel (PR) e AES SUL (RS).


10.8 Prêmio ABRASCA

Finalista do 17º Prêmio ABRASCA de Melhor Relatório Anual: A Celesc ficou entre as finalistas na categoria das companhias de capital aberto, em que concorre com o relatório em 2014. O prêmio é promovido todos os anos para destacar as empresas que divulgam com mais qualidade as informações referentes às suas atividades no ano anterior.


10.9 Cidadania corporativa

Destaque em cidadania corporativa: A Celesc recebeu do Grupo Gestão & RH, importante grupo de mídia empresarial, um prêmio em reconhecimento público por estar entre as 100 melhores empresas em cidadania corporativa do País. O prêmio destaca as empresas que mais se preocupam com Diversidade e Inclusão Social; Responsabilidade Social; Responsabilidade Ambiental; Ética, Relacionamento com os Stakeholders e Qualidade de Vida dos Colaboradores e Familiares. A Empresa foi destaque no pilar Responsabilidade Social, ficando em segundo lugar entre as cinco melhores classificadas.

 

11. Agradecimentos

 

A todos aqueles que dão voz e vez a este relato, construindo pontes, estabelecendo cotidianamente por meio do trabalho, o dialogo e novas possibilidades de felicidade, agradecemos com as palavras do poeta, biólogo e escritor Mia Couto:

 

figura 20

 

12. Anexo

 

12.1 Identificação Indicadores

 

tabela 36

 

tabela 37

 

tabela 38