Geração Energia

Histórico

Breve histórico da
geração de energia em Santa Catarina

A Usina Garcia foi inaugurada em 1963 no município de Angelina, sendo o primeiro empreendimento da Celesc na geração de energia elétrica. Nos anos seguintes, vieram as hidrelétricas Celso Ramos e Palmeiras (1964), Pery (1965) e Ivo Silveira (1968). Junto com Piraí (1908), São Lourenço (1914), Salto Weissbach (1916), Bracinho (1931) e Cedros (1949). A Celesc chegou a gerar, em 1970, mais de 60% da necessidade de distribuição.

Imagem Histórica

Linha do Tempo

2014

Início da construção da usina de Xavantina e Inauguração de Rondinha - em ambas a Celesc Geração tem participação minoritária. A primeira vai elevar a capacidade produtiva em 6,1 MW, quando entrar em operação. A segunda aumentou a potência da geração em 9,6 MW.

 

2013

Inauguração ampliação da PCH Pery. Usina passou de uma potência 6,6 MW para 30 MW. O empreendimento é 100% da Celesc Ceração. Pery é maior usina das 16 da empresa, incluindo os novos empreendimentos com sócios privados.

 

2012

Entrada em operação do complexo Rio das Flores, com duas PCHs: Belmolte e Bandeirante. As duas usinas possuem potência de de 6,6 MW, a primeira com 3,6 MW e a segunda com 3,0 MW. A Geração tem uma participação de 25% no controle acionário da Companhia Rio das Flores, que administra as duas PCH.

 

2011

Entrada em operação da primeira usina construída sob o regime de parceria. A PCH Prata começou a gerar energia a partir de novembro de 2011.

 

2009

Início da ampliação da Pequena Central Hidrelétrica Pery. A obra foi concluída em 2013 e está em operação.

 

2008

Chamada pública para seleção de parceiros em negócios de geração. Em meados de 2014, são sete empreendimentos em andamento: quatro em operação, um em obras, e dois em projeto.

 

2006

Criação oficial da empresa Celesc Geração. O processo de desverticalização do setor elétrico, exigido pela Agência Reguladorar do SEtor, transformou a antiga Centrais Elétricas de Santa Catarina em três Empresas: Celesc Holding, Celesc Distribuição e Celesc Geração

 

2000

No início da década, a Celesc assegurou recursos para que a Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC, elaborasse inventário de potencial solar do Estado. O mapa de radiação solar foi obtido por meio de um programa de computador que calcula a radiação solar incidente na superfície das diversas regiões catarinenses, a partir de instalações solarimétricas instaladas em Florianópolis, Lebon Régis, Joinville, Maracajá e Chapecó. O objetivo foi o de conhecer o perfil da distribuição e potencialidade da radiação solar sobre a superfície de Santa Catarina.

 

1967

O complexo de geração própria da Empresa foi ampliado em 1967 com a Usina Governador Ivo Silveira, no município de Campos Novos, com potência atual de 2,6 MW . Em 1972, a Usina de Maroim, primeira hidrelétrica do Estado, foi definitivamente desativada. Tendo sido construída com garantia de 20 anos, ela operou ininterruptamente durante 65 anos, com seu maquinário original e sem qualquer reforma, exigindo apenas reparos de manutenção.

 

1963

A ativação da Usina Garcia, em 1963, marca a estreia da Celesc no ramo de geração. Situada no município de Angelina, com 9.600 kW de capacidade instalada, a usina passou a abastecer o litoral catarinense, trabalhando em paralelo com a Termoelétrica de Capivari. A energia fornecida pela Hidrelétrica de Maroim começou a ser paulatinamente substituída. Em 1964, já conectado ao sistema litorâneo por meio da Linha de Transmissão 138 kV que interligava a Termelétrica Capivari às subestações de Lages, Herval D’Oeste e Xanxerê, o Oeste catarinense vê ativada a nova Usina Hidrelétrica Governador Celso Ramos, com capacidade instalada de 6.300 kW, construída no município de Faxinal dos Guedes.

No mesmo ano, a Celesc encampa a Empresa Força e Luz Santa Catarina S.A., responsável pela geração de energia em Blumenau, conclui e ativa a Usina Hidrelétrica Palmeiras, que acrescenta 17.600 kW à capacidade instalada na região. Nos dois anos seguintes, finaliza a construção da Usina Pery, com 1.250 kW de capacidade instalada, para atender ao município de Curitibanos, no Planalto Catarinense.

 

1960

Imagem 1960

Entre 1957 e 1963, foram construídas no Estado uma usina a diesel com 5.040 kW de capacidade, mais uma vez para atender a demanda crescente de Joinville, e uma hidrelétrica privada, em Caçador, com 2.000 kW de capacidade, para atender a uma indústria de papel. Em 1962, com a criação da Eletrobrás, foi consolidada a política energética nacional, cujos reflexos na atividade de geração atingiram profundamente Santa Catarina.

 

1957

Imagem 1957

1957 marca o ingresso do Meio-Oeste catarinense na geração de energia através da ativação da Usina Rio do Peixe, com capacidade instalada de 576 kW, localizada no município de Videira. A nova situação energética possibilitou o crescimento da indústria na região, configurando-se em um novo polo econômico emergente no Estado.

Nos idos de 50, em meio à política desenvolvimentista do governo Juscelino Kubitschek, mais precisamente em 1955, o Governo do Estado criou a Centrais Elétricas de Santa Catarina S.A., com a atribuição de captar e distribuir recursos entre as empresas que atuavam no setor da energia elétrica em Santa Catarina. Já se vislumbrava, no ato, a integração dos sistemas regionalizados, com o intuito de fazer a energia elétrica chegar a todas as regiões catarinenses.

 

1950

Imagem 1950

Em 1950, devido a sua baixa produção, a Usina Maroim, primeira do Estado, não apresenta mais condições de atender a demanda da Grande Florianópolis. Passa-se, então, a comprar energia gerada na Usina Termoelétrica Jorge Lacerda, em Capivari, no Sul do Estado. Devido à incompatibilidade de ciclagem entre as duas usinas, a Usina Maroim deixa de atender o sistema que abastece Florianópolis e continua a fornecer energia aos municípios de São José e Biguaçú.

A Usina Termoelétrica Capivari (UTECA), construída pela Companhia Siderurgia Nacional, desempenhou importante papel no desenvolvimento do sistema elétrico Sul - catarinense nas décadas de 40 e 50. Localizada no município de Capivari de Baixo, próximo a Tubarão e às margens da BR-101, a usina usa como fonte energética o carvão mineral explorado na região e que, durante muitos anos, foi o principal produto da economia local.

Sua atuação foi se expandindo com o passar do tempo e com o crescimento da demanda energética do Estado. Em 1951, os estudos de ampliação da Usina Bracinho, iniciados em 1937, finalmente tomam corpo, com ampliação da ordem de 14.100 kW na capacidade instalada da usina. Dois anos após, o sistema da Bracinho foi interligado ao sistema da Termelétrica, que passaram a operar em paralelo, para atender o crescimento de Joinville, Schroeder e Jaraguá do Sul, ficando a primeira com a atribuição de compensar a tensão.

 

1948

Com a Segunda Guerra Mundial, os projetos de ampliação das usinas foram suspensos. Comemorando uma economia em forte crescimento, a região Norte chegou a sofrer um racionamento de 1020 horas, em 1948. No ano seguinte, Blumenau, atendida pela Salto Weissbach, é beneficiada com o início de operação da Usina Cedros, com potência instalada de 7.200 kW, que permite, ainda, atender, com energia elétrica, o município vizinho de Timbó.

 

1931

Imagem 1931

Em 1931, Joinville é novamente beneficiada, juntamente com os municípios de Schroeder e Jaraguá do Sul, com a ativação da Usina Hidrelétrica Bracinho, construída com potência instalada de 2.450 kW. Na mesma década, com o maquinário original, a Usina também passou a atender os municípios de São Bento do Sul e Mafra, com a construção de um sistema de transmissão em 35 kV. Sedimentava-se, ali, as estruturas de outro grande polo econômico no Estado. Em 1934, com a instituição do Código das Águas, começa também em Santa Catarina a nacionalização dos serviços de eletricidade.

 

1930

Imagem 1930

Na primeira metade daquele século, a Primeira Guerra Mundial e a grave crise econômica que a sucedeu também se refletiram na redução dos investimentos com geração de energia em Santa Catarina. Na época, o Estado já contava com quatro usinas de porte, ativadas num período de nove anos e a Usina do Piraí havia passado por duas ampliações, com acréscimo de 400 kW à sua capacidade original. De 1916 até meados da década de 30, registrou-se apenas uma ampliação da ordem de 700 kW na mesma usina, que somava, à época, capacidade instalada para geração de 1.500 kW de energia elétrica e abastecia, diretamente, a cidade de Joinville, na região Norte.

 

1914

Imagem 1914

Em 23 de dezembro de 1914, a cidade de Blumenau foi beneficiada com o início das operações da primeira usina de porte do sistema catarinense: a Usina Salto. Com 6.300 kW de capacidade instalada, a usina se constitui num marco da história econômica da região, uma vez que contribuiu, decisivamente, para acelerar o desenvolvimento da atividade industrial em uma das regiões mais prósperas do Estado. No mesmo ano, os municípios de Mafra e Canoinhas passaram a receber energia gerada na nova Usina São Lourenço, com capacidade instalada de 420 kW.

 

1908

Imagem 1908

A geração de energia elétrica em Santa Catarina teve como pedra fundamental a construção da Usina Hidrelétrica de Maroim, com 600 kW de capacidade instalada, por iniciativa do Governo do Estado e da municipalidade de Florianópolis. A usina foi construída no município de São José por uma firma inglesa que, a partir de 1910, tornou-se arrendatária dos serviços. Na mesma época, a cidade de Joinville passara a receber energia elétrica gerada pela Usina do Piraí, inaugurada em 1908, com 400 kW de capacidade instalada.